Outro jogo, outra taça, outra história

Palmeiras e Vasco se enfrentam três dias depois de jogarem pela Sul-Americana e tentam esquecer o que passou

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

Os jogadores de Palmeiras e Vasco parece que combinaram o discurso para o confronto de hoje, às 16h, em São Januário. As equipes resolveram esquecer o jogo realizado na última quinta-feira, quando o time carioca bateu o paulista por 2 a 0, em partida válida pela Copa Sul-Americana. A situação é totalmente diferente.

"Os campeonatos são diferentes e o enfoque tem que ser também. Temos que examinar cada situação. A Sul-Americana tem um regulamento que nos obriga a nos comportar de uma forma jogando fora de casa. O Brasileiro é outra história", avisou o técnico Luiz Felipe Scolari.

O meia Juninho Pernambucano segue a mesma linha. "Vai ser mais difícil. Os dois clubes estão com a mesma pontuação e vão brigar pela vitória. O Palmeiras virá com mais marcação e mais força." As equipes estão com 27 pontos e o duelo pode valer a manutenção no G-4, que para o Vasco não significa muita coisa, já que o time foi campeão da Copa do Brasil e tem vaga para a Libertadores assegurada. Mas para o Alviverde seria uma forma de amenizar o clima ruim que ficou após o último confronto.

O atacante Dinei, que deve ser uma das novidades hoje, acha que existe um exagero em relação a pressão sobre os jogadores. "Estamos bem no Brasileiro, o que mostra que temos qualidade. A equipe está ciente que precisa melhorar, mas não podemos achar que está tudo errado só por causa de um resultado ruim em um jogo."

Mas a pressão sobre o elenco vem até do próprio Felipão, que irritado com as sucessivas falhas de posicionamento da defesa e com a falta de criatividade do meio e ataque resolveu mexer por atacado na equipe.

A intenção é dar maior força física e altura ao time. Ele acredita que com isso poderá diminuir as falhas na defesa. Quem ganha é Chico, de 1,86m, que fica com a vaga de Marcos Assunção, de 1,78m, suspenso. No gol, Marcos será poupado e Deola, o reserva mais titular do Brasil, joga. "Claro que eu queria sempre jogar, mas tenho que respeitar a hierarquia e não posso passar por cima da história do Marcos", disse Deola.

O zagueiro Henrique estava ameaçado de perder a vaga por opção técnica, porém, o substituto Maurício Ramos sentiu dores musculares ontem e nem sequer foi relacionado para o jogo.

Mas a alteração que mais mexe com o time é no ataque. A falta de combatividade de Maikon Leite fez com que ele perdesse a posição para Dinei, centroavante que além de poder ajudar Kleber a tentar quebrar o jejum de gols (não marca há sete jogos) ainda é mais uma opção pelo alto. Dinei tem 1,86m contra 1,68m de Maikon.

O retorno de Valdivia. A boa notícia é que Valdivia está de volta após defender a seleção chilena em amistoso na quarta-feira, contra a França. A tendência é que o jogador comece como titular, mas dificilmente terá condições de atuar os 90 minutos. "O Valdivia vai jogando cada vez mais minutos até chegar no patamar que a gente quer", disse Felipão. Com a sua volta, Patrik vai para o banco.

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