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Mais de 20 mil lotam a Gávea para receber Ronaldinho

Bruno Lousada e Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2011 | 00h00

Parecia final de campeonato ou comemoração de título. Ônibus circulando pelo centro da cidade cheio de flamenguistas em direção à Gávea, trânsito complicado ao redor da sede do clube e muitas camisas do Flamengo nas ruas. Tamanho frenesi era apenas pela apresentação de um jogador. Não era, no entanto, qualquer jogador. Tratava-se da chegada de um craque: Ronaldinho Gaúcho, campeão mundial com a seleção em 2002 e duas vezes eleito o melhor atleta do planeta, em 2004 e 2005.

Em meio a tanta alegria, um incidente assustou a direção do Flamengo ontem à tarde. Uma multidão forçou a entrada e arrebentou um dos portões de acesso à Gávea. Ninguém se feriu e a festa prosseguiu com direito a samba, pagode, rápida queima de fogos e muita animação.

Por volta das 17 horas, aos gritos de "Ronaldinho vem aí e o bicho vai pegar", a estrela do espetáculo subiu ao palco instalado na arquibancada e teve de dividir espaço com vários penetras, entre eles integrantes de facções organizadas que têm trânsito livre no clube. Acenou para mais de 20 mil torcedores, de acordo com estimativa da Polícia Militar, fez um rápido pronunciamento e deixou o local em apenas 12 minutos.

"Obrigado pelo carinho. Estamos juntos, nação rubro-negra. Agora eu sou Mengão", afirmou o craque, ao lado do atacante Vágner Love, atualmente no CSKA, da Rússia, e da presidente do clube, Patrícia Amorim, que teve seu nome entoado pelos rubro-negros. A rápida aparição do craque frustrou parte da torcida que suportou por mais de duas horas o forte sol para vê-lo. "Foi muito rápido", lamentou um flamenguista.

Gaúcho ou Carioca? Ontem, Ronaldinho e a torcida inverteram os papéis. O atleta apareceu na arquibancada da Gávea para ser saudado pelos rubro-negros, posicionados no habitat natural do jogador: o gramado. Ao olhar para baixo e ver a multidão transformar o campo verdinho num mar vermelho e preto, o jogador notou que a única coisa inalterada ali era a devoção dos rubro-negros a ele, a quem já começam a chamar de Ronaldinho Carioca.

Desde a saída do atacante Adriano, no meio do ano passado, aliada à queda vertiginosa de rendimento do veterano meia Petkovic, fora dos planos do técnico Vanderlei Luxemburgo para essa temporada, o Flamengo buscava um ídolo. A vinda de Ronaldinho preenche essa lacuna e enche a torcida de esperança de dias melhores após o fracasso em 2010. "Ele vai dar certo aqui", aposta o ex-meia Adílio, craque do Flamengo na década de 80.

Cultuado como a solução de todos os problemas do futebol rubro-negro, Ronaldinho sentiu ontem o que representa ser um ícone num clube de massa. Se o carinho da torcida é imenso no primeiro contato, a cobrança por bons resultados pode ser do mesmo tamanho num futuro próximo. Para evitá-la, só há um remédio: vencer.

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