Pacaembu vê show de gols e erros

Juiz comete vários equívocos no 3 a 3 entre Corinthians e Botafogo

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

24 de agosto de 2009 | 00h00

Seis gols, dribles, belos lances, um jogo corrido e bastante movimentado. Corinthians e Botafogo protagonizaram um grande espetáculo ontem à tarde, no Pacaembu. Era o famoso "lá e cá". Mas o empate por 3 a 3 ficou manchado pela péssima atuação do baiano Arilson Bispo da Anunciação e de seus auxiliares. Numa semana em que a Máfia do Apito terminou em pizza - o escândalo da manipulação de resultados em 2005 foi arquivada por falta de provas - novamente os erros dos homens da arbitragem roubaram a cena.As falhas prejudicaram os dois times, num indício de que não houve má intenção. A tarde infeliz de Anunciação começou aos 29 minutos do primeiro tempo. Cruzamento para Victor Simões, que só não abriu o marcador para o Botafogo por causa de empurrão de Moradei: pênalti ignorado e primeiro erro.Antes do intervalo, o Corinthians ainda abriu o marcador. Dentinho passou por Wellington e acabou derrubado, infantilmente, por Léo Silva. Pênalti claro, cobrado com maestria pelo próprio atacante e gol dedicado a Ronaldo. O Fenômeno estava nas tribunas do Pacaembu, ao lado do presidente Andrés Sanchez, torcendo para os companheiros na busca da terceira vitória seguida. O Corinthians apostava em arrancada rumo ao topo da tabela por causa dos três jogos seguidos em São Paulo - ainda enfrenta o Barueri, na Arena, quarta-feira, e o Santos, no Pacaembu, dia 2.Mas encarou um Botafogo bravo e ousado, apesar da presença na zona de rebaixamento. Os cariocas tiveram três vezes atrás do placar no Pacaembu e buscaram a igualdade. A primeira aconteceu no início da fase final. O relógio marcava um minuto quando Reinaldo, de cabeça, estufou as redes.Começaria assim uma etapa que seria vibrante e cheia de reclamação. Necessitando do triunfo para entrar na briga pelo título, o Corinthians foi ao ataque e, aos seis, surgiu o segundo erro do árbitro. Jucilei escorregou e ele anotou falta, cobrada com precisão por Marcinho, no ângulo de Castillo: 2 a 1.O empate veio aos 14, em novo lance irregular: gol de André Lima, com a mão. Pressionado, o árbitro resolveu compensar e inventou um pênalti para os donos da casa, aos 25. Dentinho bateu e errou, mas, no rebote, marcou. Lúcio Flávio ainda empatou, de falta.E o árbitro? Perdido, resolveu ignorar as faltas duras e só anunciou o tempo dos acréscimos quando o jogo já estava nos 47 minutos. Nota 10 para o jogo e 0 para ele.

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