Pacquiao leva título e se consagra entre os melhores

Em sua 52ª vitória em 57 lutas, Filipino assumiu controle da luta no 3º round e massacrou [br]o mexicano Margarito

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2010 | 00h00

Os 41.732 espectadores que estiveram sábado à noite no Cowboys Stadium, em Arlington, Texas, não vão esquecer da aula de boxe do filipino Manny Pacquiao sobre o mexicano Antonio Margarito. Com menos três quilos de peso, 11 centímetros de altura e 15 de envergadura, Pacman teve uma das maiores atuações de um pugilista nas últimas décadas para, ao final dos 12 assaltos, festejar o oitavo título mundial em categorias diferentes.

Aos 31 anos, Pacquiao venceu pela 52.ª vez, em 57 combates, e ficou com o cinturão vago dos médio-ligeiros, versão Conselho Mundial de Boxe. Os jurados foram unânimes: 120-108, 119-109 e 118-110.

"Fiquei com o controle da luta após o terceiro round, mas não pude descuidar, pois Margarito é muito forte. Esta foi a luta mais dura de minha carreira", disse Pacquiao, que admitiu ter sentido um forte golpe na linha de cintura no sexto assalto. "Tive sorte em continuar", afirmou o campeão, que viu a mãe ser levada ao ambulatório do estádio, após passar mal no fim da luta.

Por várias vezes, após o quarto round, Pacquiao pediu ao juiz Lawrence Cole para que examinasse um corte abaixo do olho direito de Margarito. "Eu não queria que os machucados se tornassem permanentes para ele."

Depois do combate, Margarito foi levado de ambulância para um hospital, onde exames detectaram uma fratura na face. Margarito foi o 12º mexicano a encarar Pacquiao. Foram dez vitórias do filipino, uma derrota e um empate, que lhe valeram o apelido de "carrasco de mexicanos".

Logo após o fim da luta, críticos apontavam para um duelo imediato e necessário entre Pacquiao e o americano Floyd Mayweather, que poderá dar a cada um a bolsa inédita de US$ 100 milhões.

Na principal preliminar da noite, o cubano Guillhermo Rigondeaux, bicampeão olímpico e que pediu asilo ao Brasil durante a disputa do Pan do Rio, em 2007, venceu o panamenho Ricardo Cordoba por pontos e ficou com o título interino dos supergalos, versão Associação Mundial de Boxe.

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