''Pagaria ingresso para esse jogo'', diz Tite

Ao contrário da semi, técnico do Corinthians acredita que final será marcada por partida [br]aberta e de bom futebol

Bruno Deiro e Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2011 | 00h00

"Eu pagaria ingresso para ir ao Pacaembu, vai ser um grande jogo, com certeza bem jogado por causa dos dois componentes que o cercam: a qualidade dos times e por ser decisão." A euforia de Tite não é um blefe. Os cerca de 37 mil torcedores que estarão hoje no Pacaembu vão ter motivos de sobra para acreditar em um duelo eletrizante, característica de Corinthians x Santos em sua história de 98 anos, sempre recheado de belas jogadas e gols, muitos gols.

O duelo histórico começou em 1913 com goleada de 6 a 3 para o Santos, no Parque Antártica. Já registrou um 11 a 0 para os corintianos e 8 a 3 para os santistas. Não por acaso, soma incríveis 1.026 gols em 299 partidas, média de 3,43. A vantagem é ampla do time da capital, com 122 vitórias e 94 derrotas. São 83 empates. Para se ter noção do que significa o clássico desta tarde, há quase 15 anos - ou 45 encontros - o jogo não termina 0 a 0. No período, a média histórica de gols subiu para 3,49, com 81 bolas na rede do Corinthians e 76 na do Santos.

"Serão dois jogos bonitos de se ver. E a torcida do Corinthians vai ver muita raça da gente", prometeu Bruno César, descartando jogo truncado, nervoso, como foi diante do Palmeiras no fim de semana. "Naquele jogo todos entraram muito pilhados, fazendo muitas faltas por causa do negócio do árbitro (escolha de Paulo César Oliveira). Agora, vamos só jogar bola e o Santos também", observou. "Sabemos da qualidade deles, com Neymar, Paulo (Henrique Ganso), Elano, que podem decidir num lance individual. Mas aqui é mais grupo, não importa quem entra, seguimos forte, como o Willian, que fez gols importantes. As chances são de 50%."

Vale artilharia. Tudo isso sugere que a briga pela artilharia do Estadual, entre Liedson e Elano, ambos com 11 gols, tenha tudo para ser um dos ingredientes de mais um confronto decisivo entre os rivais. Liedson garante que não está preocupado com o topo da artilharia. Abre mão do feito pessoal pela taça, curiosamente a mesma que ganhou pela última vez no País, em 2003, antes de se mudar para o Sporting, de Portugal. "Os gols são consequência do bom trabalho de todo o conjunto. E sempre divido os méritos com os companheiros", mostra humildade Liedson.

Para Elano, volante que se destaca na meia do Santos, conquistar a artilharia seria unir o útil ao agradável. Sempre algoz do Corinthians, de quem tem boas lembranças do início dos anos 2000 (foram nove jogos de invencibilidade até cair nos 3 a 1 do primeiro turno deste ano, além de quatro gols), espera consagrar sua volta ao Brasil com o título e a artilharia. "Mas penso sempre no time."

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