Pai de Garrido reclama do atendimento médico

Nílson Garrido, pai e treinador de Fábio Garrido, boxeador meio-pesado que está internado no Hospital São Paulo, após o duro nocaute sofrido na luta contra Mário Gonçalves Soares, o Marinho, sábado, no Hotel Unique, disse nesta quinta-feira que seu filho não teve o tratamento adequado após a luta. ?Nos eventos realizados pela Federação Paulista de Boxe, os médicos são especialistas. Eles correm e fazem o atendimento necessário na hora que precisa ser feito. Tudo é rápido. Nessa luta, não foi nada disso. Eles ficaram indecisos, não sabiam o que fazer, corriam de um lado para o outro?, desabafa. Garrido conta que, quando foi consumado o nocaute, correu para o lado de Fábio e ficou conversando com ele, mesmo sabendo que estava inconsciente. ?Todo mundo gritava comigo, dizendo que eu deveria me mexer, correr de um lado para outro, mas eu resolvi que deveria me comportar como técnico dele e não como pai. Não podia me desesperar e tenho certeza que a minha conversa ajudou na recuperação do menino.? Nílson acompanhou a internação de Fábio e desde sábado não sai do Hospital. Dorme em um banco de madeira e se alimenta de frutas e sanduíches. Desde terça-feira está mais tranqüilo. ?Pude conversar com o meu filho e ele ficou muito contente. Eu falei para ele que aquilo que houve no hospital foi um show. E que a verdadeira luta é essa que estamos travando aqui. É a luta pela vida. Falei que o quarto da U.T.I era o ringue e que eu estava lá embaixo, no córner, pensando nele. Nossa vida inteira foi assim, brigando juntos.? Jenifer, mulher de Fábio, estava no hospital, junto com a filha, Isabela, de seis meses. Vários lutadores amigos de Fábio também visitaram o lutador. O Hospital divulgou nesta quinta-feira um novo boletim médico, mais animador. Diz que ele está consciente e que conversa com a equipe médica, obedecendo aos comandos. Está respirando espontaneamente, sem ajuda de aparelhos. Os demais órgãos afetados estão estáveis.

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