Pai de Jade não rebate CBG e reafirma que vai à Justiça

César Barbosa quer encontrar um culpado pela grave lesão da atleta de 17 anos no punho direito

Amanda Romanelli, Agencia Estado

12 de setembro de 2008 | 20h48

O arquiteto César Barbosa, pai da ginasta Jade Barbosa, preferiu não comentar as explicações dadas nesta sexta-feira pelas dirigentes e pelo médico da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). No entanto, mantém a intenção de ir à Justiça para contestar o tratamento dado à filha antes da Olimpíada de Pequim e encontrar um responsável pelo quadro clínico da atleta de 17 anos.Veja também: CBG diz que Jade só competiu porque não reclamou de dor Flamengo 'blinda' Jade e a proíbe de dar entrevistas"Já falei tudo o que tinha para dizer. Agora prefiro esperar. Estou sendo acompanhado por um advogado e, na segunda-feira, teremos uma reunião para decidir o que fazer", afirmou César Barbosa, em entrevista nesta sexta-feira, depois da coletiva dada pela CBG em Curitiba.A via judicial deve ser tomada de maneira individual e sem a participação do Flamengo, clube que Jade defende e onde voltou a treinar desde o fim da Olimpíada, quando a seleção permanente de ginástica foi desfeita. Enquanto isso, a atleta foi proibida pelo clube de conceder entrevistas.César Barbosa afirmou na última quarta-feira que o diagnóstico de osteonecrose só foi conhecido em uma ressonância magnética realizada há pouco mais de uma semana, depois de a ginasta ter sido encaminhada pelo médico José Luiz Runco, do Flamengo, a um ortopedista. O pai de Jade disse ainda que a atleta reclama de dores desde janeiro, mas que ninguém foi informado sobre qualquer diagnóstico.

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