Pai do diretor do BMG também está entre os punidos do mensalão

Apesar do reconhecimento alcançado pelo patrocínio no futebol, o BMG nunca deixou de ser conhecido como o "banco do mensalão". No dia 15, a juíza Camila Franco e Silva Velano, da 4.ª Vara da Justiça Federal em Minas, condenou Ricardo Guimarães, seu pai, Flávio Pentagna Guimarães, e outros dois diretores do banco - João Batista de Abreu e Márcio Alaor de Araújo - por gestão fraudulenta de instituição financeira, em processo desmembrado do mensalão.

Tiago Rogero, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2012 | 03h04

Segundo a sentença, o BMG financiou o esquema de corrupção com empréstimos no valor total de pelo menos R$ 43,6 milhões ao ex-presidente do PT, José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério e três pessoas ligadas a ele. Em contrapartida, de acordo com a decisão, o banco mineiro ganhou exclusividade para fornecer empréstimos consignados a pensionistas e aposentados do INSS.

Na decisão, a juíza afirmou que o "tratamento diferenciado" recebido pelo BMG garantiu ao banco "lucros bilionários". Ainda segundo ela, somente o presidente do banco foi responsável por autorizar 14 operações. "A conduta do acusado foi decisiva para o repasse de valores a um dos maiores esquemas de corrupção já ocorridos no país", afirmou, sobre Guimarães.

O Estado tentou entrevistar Guimarães, mas sem sucesso. Procurada, a assessoria de imprensa do BMG afirmou somente que o banco não iria se pronunciar. A decisão é em primeira instância e, portanto, cabe recurso. Guimarães foi condenado a sete anos de prisão; seu pai, a 5 anos e seis meses, assim como Araújo. Abreu foi sentenciado a 6 anos e 3 meses; todos em regime semiaberto.

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