Palco de abertura é discutido em reunião

Encontro de dirigentes da CBF e do Comitê Paulista serve para tratar da [br]participação de São Paulo no Mundial de 2014

Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

Durante a reunião entre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, e integrantes do Comitê Paulista, realizada ontem, São Paulo foi tratada como sede da partida de abertura do evento. Oficialmente, porém, os dirigentes ainda preferem deixar os verbos no condicional. A ideia é fazer o anúncio formal quando o processo eleitoral, sobretudo no que diz respeito à definição de presidente da República e governadores, estiver concluído. O primeiro turno acontece neste domingo.

Pessoas que acompanharam o encontro disseram ao Estado que o estádio do Corinthians, que será erguido em Itaquera e servirá como palco paulistano no Mundial, foi apenas um dos temas que fizeram parte da reunião. Prova disso é que o presidente do clube, Andrés Sanchez, não compareceu. "Sei que o Ricardo teve essa reunião com o pessoal do COL, mas não sei o que conversaram", disse o dirigente. "Não tenho o que conversar com eles. E se tivesse, conversaria à noite, quando receberemos o presidente da CBF no nosso jantar do centenário."

Tanto Teixeira quanto o ministro do Esporte, Orlando Silva, já declararam, mais de uma vez, que desejam que a abertura da Copa seja realizada em São Paulo. Por isso, além da discussão sobre como viabilizar a agilizar a construção do estádio corintiano, o encontro serviu também para que outros assuntos considerados tão importantes quanto a definição da arena fossem discutidos. Entre eles, o tratamento (hospedagem, segurança e transporte) aos chefes de Estado que prestigiarão o evento.

Como a região de Itaquera, na zona leste, não conta com estrutura hoteleira de alto padrão, a maioria dos convidados ficará hospedada na zona sul. Isso representa que alguns dos principais líderes políticos do planeta terão de atravessar a cidade para acompanhar o jogo de abertura da Copa, fato que demanda uma série de providências de planejamento e inteligência nas operações.

Próxima visita. Teixeira aproveitou e preparou o terreno para a próxima visita ao Brasil do secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke. A expectativa é de que o dirigente passe pelo País após a conclusão do processo eleitoral. E dessa vez a intenção é parar em São Paulo. Assim, é importante que a relação com o Comitê Paulista melhore até lá.

INVESTIMENTO

R$ 170

milhões é quanto o Corinthians quer receber para ampliar a capacidade do estádio de Itaquera de 45 mil para 68 mil lugares e, assim, deixá-lo pronto para receber a abertura da Copa do Mundo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.