Palmeiras, agora, espera clima hostil em Curitiba

Danilo conhece bem o Atlético-PR. Antes de se transferir para o Palmeiras, em 2009, atuou por três temporadas no adversário. Saiu brigado e disse ontem ter sido "bode expiatório".

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

"Eles são especialistas em criar clima hostil", disse o zagueiro, acreditando que Manoel foi induzido pelos dirigentes do Atlético-PR a ir à polícia. "Infelizmente ele foi mal assessorado, porque eu conheço as pessoas de lá. Mas não guardo mágoa do Manoel por ter mudado de opinião." No intervalo do jogo, o zagueiro atleticano não falou nada do que havia ocorrido.

Danilo afirmou também que deve ter ocorrido uma perseguição a ele no jogo de anteontem. "Olha só: o Paulo Baier não é violento e tentou me dar uma cotovelada. Acredito que aconteceram lances estranhos", declarou. "Acabei mordendo a isca. Não poderia ter caído nessa armadilha."

O classificado para as quartas de final da Copa do Brasil vai ser conhecido quarta-feira, na Arena da Baixada. E Danilo, se atuar (pode ser suspenso preventivamente), está preparado para enfrentar dificuldades. "É claro que não vou ser bem recebido lá e vou ser xingado", imagina. "Tenho de me preparar. Não vai ser um jogo normal, por tudo o que foi criado."

O Atlético se defende e critica o comportamento do Danilo. "O que aconteceu todo mundo viu, não existe perseguição", amenizou Alfredo Ibiapina, advogado e conselheiro do clube. "Ele passou por aqui e sempre foi bem tratado." Sobre a preocupação do Palmeiras com a partida de volta, o advogado garante: "O Atlético está preocupado em reverter o resultado, não vai ter guerra."

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