Palmeiras ainda não consegue engrenar

Time de Felipão joga bem, mas sofre derrota para o Atlético-GO, que tem bom desempenho diante dos paulistas

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2012 | 03h05

O Palmeiras mais uma vez não conseguiu engrenar na sua reação no Brasileiro. O time alviverde foi a Goiânia ontem e saiu do Serra Dourada derrotado pelo Atlético-GO, por 2 a 1.

A equipe goiana tem se especializado em arrancar pontos dos grandes paulistas no Brasileiro. Além da vitória de ontem, já havia batido o São Paulo, também em casa, e beliscado empates como visitante contra Corinthians e Santos.

Desta vez, nem a boa atuação de Barcos, autor do gol palmeirense, foi capaz de salvar o time de Felipão.

O Palmeiras, com muitos desfalques e uma estreia (Correa), mostrou desde o início da partida que tinha potencial para sofrer jogando fora de casa. Só a falta de organização e deficiência técnica do time do Atlético-GO impediam que o time paulista fosse dominado pelo rival.

Sem lateral-direito à disposição, Felipão improvisou um zagueiro no setor. Román foi deslocado para a função, e o treinador manteve o esquema com dois zagueiros e um volante fazendo a proteção mais à frente.

Na ausência de Henrique, quem ficou com essa tarefa foi o estreante Correa. Embora tenha sido contratado para jogar enquanto Marcos Assunção estiver sem condições de atuar, o novo jogador do Palmeiras ficou mais preso ao sistema defensivo.

Quem fez as vezes de segundo volante que avança para ajudar na armação e tentar chutes de fora da área foi João Vitor. Ele, mais pela direita, se revezava com Patrik, que ocupava a faixa esquerda do meio de campo, como auxiliar para Valdivia.

O chileno, bem marcado, quase não teve espaço, mas como o Atlético concentrava sua atenção no Mago, tanto Patrik como João Vitor encontravam brechas para conduzir a bola.

Mas a proposta de jogo palmeirense era a de contra-atacar. E o adversário lhe deu essa arma.

Pressionado pela necessidade da vitória em casa, o Atlético ficava com a bola e acelerava o jogo, mas a pressa causava os erros de passe que deixavam o Palmeiras confortável para o contragolpe.

A única boa alternativa para o time da casa era a jogada pelo lado direito da defesa palmeirense. Román, zagueiro de ofício, não conseguia fechar o setor, afunilando demais seu posicionamento e, consequentemente, deixando bastante espaço às suas costas para o Atlético jogar.

Não à toa o gol dos mandantes, anotado pelo lateral-esquerdo Eron, saiu por ali.

Para a sorte do Palmeiras, a reação veio logo, com Barcos, numa cabeçada precisa em cruzamento mais preciso ainda de João Vitor.

Com o gol, Barcos mostrou que continua em grande fase. O grandalhão argentino marcou todos os últimos sete gols do Palmeiras, seja no Brasileiro ou na Copa Sul-Americana. E, mais do que isso, ontem mostrou que é um dos novos líderes do elenco. Ele deu broncas, orientou a defesa, chamou jogo, distribuiu broncas para todos.

Mas nem a disposição de Barcos foi capaz de fazer o Palmeiras escapar da derrota.

O segundo gol do Atlético-GO, anotado por Rayllan, saiu no momento em que o Palmeiras já mostrava uma acomodação em campo, aparentando satisfação com o empate que conseguira até ali.

O gol acordou o Palmeiras, que passou a adiantar a sua marcação e a agredir a defesa do Atlético, que já se mostrara frágil, mas foi pouco explorada. Mas quando todos os jogadores resolveram jogar na mesma rotação de Barcos, o tempo foi escasso. Não houve tempo de encontrar o gol de empate.

O Palmeiras teve a chance de fechar o primeiro turno com um pouco mais de fôlego para a segunda metade do campeonato e a desperdiçou. Agora vai ter que recomeçar. E contra o Santos.

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