Palmeiras apanha. E ainda lidera

Vitória confirma fama de carrasco dos paulistas: 3 a 2 no Barradão. Mas derrota do Inter beneficia o Alviverde

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2009 | 00h00

Carrasco no rebaixamento à Série B em 2002, impiedoso na Copa do Brasil de 2003 com goleada de 7 a 2 em pleno Palestra Itália. O Vitória realmente causa calafrios ao Palmeiras. Ontem, o time baiano mais uma vez não tomou conhecimento dos paulistas: 3 a 2. A liderança do Campeonato Brasileiro só não mudou de dono porque o Internacional, no Beira-Rio, perdeu do Cruzeiro (próximo rival do Palmeiras, dia 23, no Mineirão), por 3 a 2, de virada.

Os resultados da 24ª rodada embolaram de vez a briga pelo título nacional. O Palmeiras agora tem apenas um ponto a mais que os vice-líderes Internacional e São Paulo. Sem contar que Atlético-MG, Goiás e Corinthians seguem bem vivos.

Agora, serão 10 dias até o próximo confronto para os palmeirenses esfriarem a cabeça e apagarem da memória a quarta derrota no Brasileiro. Tempo suficiente para o técnico Muricy Ramalho arrumar o time, muito apático na quente Salvador.

A prova de que o Palmeiras viveu uma de suas piores tardes na temporada veio com as declarações dos jogadores após o tropeço. Todos foram unânimes em dizer que a equipe errou bastante e mereceu perder.

Foram falhas de passes, de marcação, de conclusão... Desde o primeiro minuto de bola rolando até o apagar das luzes.

Com a ausência do maestro Diego Souza, nada de optar por esquema ofensivo. Muricy, mesmo ciente da necessidade de triunfo, tamanha a proximidade dos concorrentes ao título, trouxe um Palmeiras defensivo a campo, com três zagueiros e dois volantes. "Mas o pessoal está chegando e temos de ganhar aqui para distanciar", pregava Cleiton Xavier, o responsável por levar o time à frente.

Isolado na armação, pouco apareceu. E viu o time levar, com enorme lucro, um empate por 1 a 1 aos vestiários do Barradão no intervalo. Só deu Vitória na etapa inicial, com duas bolas no travessão e sufoco enorme, principalmente nas bolas paradas do habilidoso Ramón.

Dos pés do meia saíram todas as jogadas de perigo para Marcos, com enorme trabalho e um pouco atabalhoado nos 45 minutos iniciais. No primeiro gol dos baianos, por exemplo, o goleiro rebateu a cobrança de falta na cabeça de Uelliton, aos 19. Também saiu jogando errado aos 37. Tocou para o zagueiro Danilo, que perdeu a bola. A sobra caiu para Neto Berola. Este quis enfeitar e acabou desperdiçando a chance, na cara do gol.

Brincou, dançou. Três minutos depois, Armero cruzou com precisão e Robert ? substituiu Obina, machucado ? empatou de cabeça.

"Temos de ter mais atenção, acertar os passes e a marcação, pois na frente conseguiremos marcar", revelou o papo de Muricy no vestiário o goleiro Marcos.

Conversa que de nada adiantou. Vagner Love, fominha, perdeu duas chances e, depois, a bola no ataque. No contragolpe, enquanto ouvia cobras e lagartos de Muricy, viu Berola fazer 2 a 1. Derlei ainda ampliou e o gol de Robert, no fim, de nada serviu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.