Palmeiras aposta tudo em Kleina

Treinador assume hoje o time, confiante de que é possível evitar a queda; estreia será no sábado, contra o Figueirense

DANIEL AKSTEIN BATISTA / ITU, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h05

A missão de livrar o Palmeiras do rebaixamento no Campeonato Brasileiro está nas mãos de Gilson Kleina. Seis dias após a saída de Luiz Felipe Scolari, a diretoria alviverde acertou ontem com o treinador que fazia um bom trabalho na Ponte Preta.

Kleina fechou contrato até dezembro de 2013 e vai ganhar cerca de R$ 300 mil mensais, salário parecido com o que fora oferecido primeiramente para Jorginho e depois para Paulo Roberto Falcão. Com Jorginho o acerto só não ocorreu porque o Bahia não o liberou. Já Falcão, que está desempregado, pediu quase o dobro para fechar com o clube.

O novo treinador será apresentado oficialmente hoje, em Itu. Ele chegou ao hotel onde a equipe palmeirense está concentrada no final da tarde de ontem, conversou com o gerente de futebol, César Sampaio, e depois se reuniu com os jogadores. No sábado, estreia contra o Figueirense, rival direto na luta contra o rebaixamento.

Por contrato, Kleina receberá uma multa caso seja demitido: 50% do valor que ganharia até o fim do seu compromisso.

A Ponte bem que tentou segurar Kleina, mas o treinador não aceitou o desafio de dirigir o Palmeiras apenas pelo dinheiro. O técnico sabe que esta é uma das suas missões mais difíceis na carreira - ele tem 13 rodadas pela frente para salvar o time alviverde da queda.

"A situação é difícil, mas vamos trabalhar muito para tentar tirar o Palmeiras dessa. É hora de passar confiança ao grupo", disse o treinador em sua despedida, em Campinas. "Foi uma proposta irrecusável. Não só pela questão financeira, mas também pelo projeto oferecido."

Gilson Kleina ainda não tem um clube de grande expressão em seu currículo como treinador. Seu aprendizado na carreira, no entanto, foi enriquecedor. Começou como assistente de Abel Braga, em 1999, e com o amigo passou por Coritiba, Olympique de Marselha, Atlético-MG e Botafogo.

Então, arriscou carreira solo. Trabalhou nos pequenos Villa Nova-MG e Iraty (PR) no início e perambulou por diversos clubes, como Paraná, Gama e Duque de Caxias, por exemplo, antes de assumir a Ponte, em 2011.

No time de Campinas, conseguiu um dos maiores feitos de sua carreira, recolocando a equipe na Série A do Brasileiro. Um objetivo parecido com aquele que agora ele tem de conseguir no Palmeiras: evitar a Série B.

"Saio de um time que está a três vitórias de garantir a permanência na Série A e vou para outro em que três vitórias não mudam a situação de estar no Z-4. Mas é um novo desafio", afirmou Kleina, por meio de sua assessoria.

No ano passado, o treinador foi convidado para assumir o Fluminense, mas o acordo era apenas por três meses - o clube carioca só queria alguém para ficar no comando enquanto Abel Braga não chegava. Kleina, que depois viraria auxiliar, não aceitou.

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