Palmeiras ataca e diz que contrata bem

Gerente de futebol Toninho Cecílio rebate críticas e lembra que artilheiro (Keirrison) e revelação (Marquinhos) do Brasileiro foram contratados

Anelso Paixão, O Estadao de S.Paulo

31 de dezembro de 2008 | 00h00

Prestes a perder Kléber e já sem Alex Mineiro, Leandro, Élder Granja, Léo Lima, Roque Júnior, Martinez e Denílson entre os titulares, o Palmeiras é considerado o time que mais perdeu forças entre os grandes para a próxima temporada. Ainda assim, o gerente de futebol do clube, Toninho Cecílio, não entende o motivo de tanta reclamação por parte de torcedores e de críticas da imprensa. Para o dirigente, o time segue forte. "Trouxemos o artilheiro do Brasileiro, o Keirrison (Coritiba), o destaque do Brasileiro, o Marquinhos (Vitória), o Cleiton Xavier (Figueirense) que foi considerado um dos melhores do campeonato, e todos anunciados há três quatro meses. Agora, estamos reforçando nossa defesa com jogadores de qualidade (Danilo e Maurício) e ainda dizem que não estamos fortes. Eu não entendo", comentou Toninho Cecílio em entrevista à TV Bandeirantes.Segundo o dirigente, não existe medo no clube com relação à próxima temporada. "Pelo contrário. Acho que o Palmeiras é candidato a título em todos os campeonatos que disputar." E nem mesmo a iminente saída do atacante Kléber para o rival Corinthians - o prazo para exercer a prioridade de compra do atacante expirou ontem e o clube não conseguiu os US$ 8 milhões (mais de R$ 18 milhões) exigidos pelo Dínamo de Kiev, da Ucrânia - preocupa o dirigente. "O Kléber é um grande jogador e o Palmeiras continua na briga para mantê-lo, mas não temos medo de perdê-lo. O Palmeiras é forte e vai continuar sendo forte independentemente do que ocorrer."Para Toninho Cecílio, a última esperança para ficar com o jogador será o Dínamo não receber nenhuma proposta superior a que fez o Palmeiras - de US$ 5 milhões (R$ 12 milhões)."Nossa proposta não vai mudar. Acho difícil, não impossível, algo além do que já fizemos. Havia um prazo para garantirmos o jogador, se tivéssemos os US$ 8 milhões, mas isso não significa que o Dínamo não aceite vender por menos em janeiro." O gerente de futebol, porém, admite que a concorrência vai ficar ainda maior a partir de hoje, quando o Palmeiras não tem mais com a prioridade de compra. "A concorrência já existe e estamos em pé de igualdade com todos. Estaríamos em vantagem se tivéssemos os US$ 8 milhões."

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