Palmeiras ataca TJD, São Paulo e arbitragem

Clube usa tática da pressão e diz que rival é favorecido nas decisões

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2008 | 00h00

O Palmeiras está revoltado. Com o Tribunal de Justiça Desportiva, com a arbitragem do Estadual e com o São Paulo. A semana que antecede o decisivo jogo da semifinal, domingo, no Palestra, já começou quente. ''Estamos no nosso limite'', disparou Toninho Cecílio, gerente de futebol do Alviverde.A reclamação principal ainda é em relação ao lance de Adriano, que usou o braço direito para anotar o primeiro gol da vitória por 2 a 1 no clássico de anteontem. ''Em todo jogo decisivo a arbitragem é pró São Paulo'', acusa Toninho. A bronca, no entanto, não pára por aí. E o Palmeiras já se protege contra o possível árbitro do próximo jogo - Rodrigo Braghetto, Wilson Luiz Seneme e José Henrique de Carvalho vão participar do sorteio, amanhã, às 15 horas.''Estamos preocupadíssimos, não tem mais tranqüilidade aqui no Palmeiras'', disse o dirigente palmeirense. ''Não queremos nem saber quem vai apitar, acabou a nossa paz.''Dos três árbitros pré-selecionados, a preocupação maior é em relação a José Henrique de Carvalho, que apitou Palmeiras 0 x 0 Santos e Palmeiras 1 x 0 Portuguesa. Nos dois jogos, o time alviverde reclamou de uma perseguição do juiz a Valdivia. ''Ele sabe que teve problemas com a gente'', contou Toninho.O dirigente também não poupou críticas à atitude do São Paulo. Diz que desde antes da primeira partida da semifinal tem feito pressão nos juízes. ''O São Paulo meteu o pau na arbitragem. A gente apoiou os dez árbitros selecionados, respeitamos a escalação do Paulo César de Oliveira (o juiz de domingo) e aconteceu o que aconteceu'', disse. ''Aprovamos e confiamos. Se o considerado melhor fez o que fez, o que esperar dos outros nove?''O Tribunal de Justiça Desportiva também não saiu impune dos ataques de Toninho. De acordo com o dirigente, o TJD foi omisso quando o superintendente Marco Aurélio Cunha reclamou da arbitragem na partida entre os dois times na primeira fase da competição.''O que o Marco Aurélio falou da Federação depois dos 4 a 1 foi um absurdo. E o dr. (Edison) Zago, que é são-paulino (e procurador do TJD), o chamou para uma conversinha, para um cafezinho e ficou por isso. O Vanderlei (Luxemburgo), por muito menos, foi multado em 50 mil reais'', protestou o dirigente.A guerra nos bastidores entre Palmeiras e São Paulo está armada. ''O Marco Aurélio disse que o São Paulo está preocupado com a arbitragem de domingo. Também estamos. Essa semana não tem mais respeito. Vamos ter de passar por cima de tudo e de todos. Não vamos ficar mais ouvindo o São Paulo falar besteiras.''Marco Aurélio Cunha se defendeu e atacou o palmeirense. ''Ele está sendo boi-de-piranha. Falou isso porque alguém mandou. Pode apostar que, quando o Palmeiras perder, ele vai ser o primeiro a rodar'', declarou.

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