Palmeiras B leva a pior no interior. Festa do Atlético

Equipe alviverde não resiste ao time mineiro, que vence por 2 a 0 e fica mais distante da[br]zona de rebaixamento

, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2010 | 00h00

Muita garra e disposição não foram suficientes para o time B do Palmeiras resistir ao Atlético-MG, que deu grande passo na fuga do rebaixamento ao vencer por 2 a 0, ontem à tarde, na Fonte Luminosa, em Araraquara. Agora com 42 pontos, a equipe mineira só depende de suas próprias forças para escapar do descenso e pode até conquistar uma vaga para a Copa Sul-Americana. Já se o time principal do Palmeiras se classificar para a final da competição continental - para isso basta empatar com o Goiás, na quarta-feira -, a equipe B seguirá em ação no resto do Nacional.

O time reserva alviverde mostrou muito entusiasmo desde o início. O adversário, nervoso, errava muitos passes, apesar de apresentar disposição ofensiva. Logo no início, o zagueiro Fabrício assustou os adversários ao acertar uma bola na trave em cobrança de falta. O goleiro Renan Ribeiro fez também uma bela defesa em chute de longa distância do zagueiro palmeirense, que voltaria a ser assunto por causa de entrada violenta no atacante Diego Tardelli, destaque do Atlético-MG, que tentou ficar em campo mas não conseguiu e teve de ser substituído. O técnico Dorival Júnior optou pela entrada de Neto Berola.

A partida estava equilibrada quando o meia Diego Souza acertou o pé, em cobrança de falta, e abriu o marcador, aos 30 minutos - ele teve a sorte de a bola desviar na barreira e enganar o bom goleiro Bruno, autor de algumas difíceis defesas. "Não comemorei o gol por tudo o que Palmeiras me fez", disse o atleta.

A partir daí, o jogo se desequilibrou a favor da equipe mineira, que foi também beneficiada pela expulsão do zagueiro Gualberto, que recebeu o segundo cartão amarelo.

No segundo tempo, com o placar favorável e um jogador a mais, o Atlético-MG ficou à vontade. Mas a sua zaga continuou somando falhas, em jogadas primárias, aumentando o número de cabelos brancos de Dorival Júnior.

O goleiro Bruno seguiu praticando boas defesas, mas, aos 33 minutos, não teve jeito. Ele conseguiu evitar o gol de Obina, que entrou driblando na área, mas não conseguiu impedir que Neto Berola chegasse primeiro no rebote e chutasse para a rede.

O Atlético-MG parecia estar comemorando a conquista do título, tal a alegria dos jogadores - a equipe passou a maior parte do campeonato no bloco dos últimos colocados e agora respira um pouco mais aliviado.

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