Palmeiras cansado de empatar

Time vai ao ataque contra o Coritiba para voltar a vencer. Tropeço pode tirá-lo da liderança

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

19 de agosto de 2009 | 00h00

A sequência de três jogos sem vitória (três igualdades por 1 a 1) já incomoda o Palmeiras. Após o empate com o Botafogo, no sábado, alguns jogadores disseram que o time devia boa apresentação à torcida. Hoje, às 21h50, contra o Coritiba, no Couto Pereira, o vistoso futebol não é a prioridade. Vencer e manter-se na liderança do Campeonato Brasileiro mais do que objetivo passa a ser obsessão.Dois pontos separam o Palmeiras do Goiás, segundo colocado. Um tropeço em Curitiba pode custar a liderança. A cômoda situação de algumas rodadas atrás já não existe mais. "É chato ficar sem ganhar", diz o goleiro Bruno. "A gente tinha uma gordurinha para queimar e agora não tem mais."Bruno é um das caras novas do Palmeiras na noite de hoje. Marcos, com entorse no tornozelo esquerdo, está em trabalho de fisioterapia. A última vez que o reserva atuou foi justamente contra o Coritiba, na estreia do Brasileiro, em 9 de maio. "A gente estava com time misto, aí entraram os reservas no segundo tempo", lembrou o goleiro, referindo-se à vitória por 2 a 1, de virada.Além de Marcos, o time não contará com os suspensos Wendel e Diego Souza e o machucado Edmílson. Sandro Silva entra na lateral-direita, Marcão volta para a zaga - esquema de três defensores - e o ataque deve ser formado por Ortigoza e Obina. Deyvid Sacconi, porém, pode ser a surpresa e aparecer no lugar de um dos atacantes.Pierre, que ainda não assinou o novo contrato por quatro anos - "falta acertar algumas coisinhas" -, afirma que o Palmeiras precisa melhorar de produção, se ainda pretende permanecer em primeiro. "Três pontos em três rodadas é pouco para quem quer ser campeão", diz. "Não estamos preocupados no momento com a boa apresentação, mas com a vitória."Ganhar hoje dará moral para o time nos próximos desafios - contra os concorrentes Internacional e São Paulo. "Queríamos nos distanciar na frente e não conseguimos. Agora é manter a calma", ressalta Pierre.

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