Palmeiras cede empate contra rival desfigurado

Time sai na frente, mas permite reação do Atlético-GO, que ficou com 9 jogadores durante quase todo o 2º tempo

GIULIANDER CARPES, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2011 | 03h02

Tudo conspirava para o Palmeiras entrar de vez na briga por algo maior no Campeonato Brasileiro. Mas o time conseguiu o impensável ao ceder empate por 1 a 1 para o Atlético-GO quando tinha dois jogadores a mais que o rival em campo.

"Não tem explicação. O sentimento é de derrota. Perdemos para nós mesmos", disse Luan.

Com um elenco limitado e ataque que pouco empolga - marcou apenas 32 gols, o pior aproveitamento dos líderes do campeonato e igual ao do lanterna América-MG -, a principal arma palmeirense é uma só: a perigosíssima bola parada nos pés de Marcos Assunção. Assim começou a pintar a segunda vitória seguida do Palmeiras, que já havia batido o Ceará, no Canindé, por 1 a 0 no meio de semana.

"É a nossa principal arma. A gente sabe que o Marcos Assunção tem muito talento na cobrança de falta", afirmou o zagueiro Henrique. O jogador marcou de cabeça o primeiro gol da partida após levantamento do volante.

Dessa vez, Felipão não inventou na escalação. Ainda falta um meia de ligação, mas Valdivia não estava à disposição mais uma vez. E o time do Palmeiras, mesmo para jogar fora de casa, também foi ofensivo desde o início - com a vantagem de que Luan ataca e também sabe voltar para marcar.

Kléber perdeu a primeira chance clara de gol da partida logo nos primeiros minutos, o que já dava indícios de que o time alviverde conseguiria pressionar uma das sensações do campeonato - o Atlético-GO só havia sido derrotado uma vez nas 11 partidas anteriores.

O problema é que o Palmeiras parou para ver o Atlético-GO, que se desdobrou. A expulsão de Anderson, no finalzinho do primeiro tempo, parecia ser a chave para uma vitória tranquila do Palmeiras. Vitor Junior ainda reclamou, no segundo tempo, e foi expulso também.

O jogo estava praticamente definido. Mas a equipe palmeirense parece ter um bloqueio para segurar resultado com homens a mais em campo. E Thiago Feltri aproveitou sobra, aos 35 minutos, para empatar com justiça no meio da defesa. Felipão não acreditou. A torcida tampouco.

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