Palmeiras conhece hoje o novo presidente

Luiz Gonzaga Belluzzo e Roberto Frizzo disputam os votos dos conselheiros para comandar o clube por 2 anos

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

26 de janeiro de 2009 | 00h00

A noite de hoje será de decisões no Palestra Itália. Mais uma vez o futebol dará espaço para a disputa política e, a partir das 20 horas, Luiz Gonzaga Belluzzo e Roberto Frizzo disputam a presidência do Palmeiras pelos próximos dois anos. A decisão está nas mãos de 287 conselheiros que vão às urnas.Os últimos meses no clube foram marcados por confusões políticas. As discussões nos bastidores, muitas vezes, ganharam mais destaque do que as atuações do elenco comandado por Vanderlei Luxemburgo. O técnico que tenta se manter isento ao que ocorre pelas alamedas do Palestra sabe, no entanto, que seu futuro também está em xeque esta noite. Se Frizzo, candidato da oposição, sair vencedor, o treinador dificilmente seguirá no cargo - o ex-diretor administrativo já avisou que vai rever as contas do clube, podendo cortar gastos principalmente da cara comissão técnica.Candidato do atual presidente Affonso Della Monica, Belluzzo foi convencido a aceitar a candidatura para que a situação, que mostrava estar rachada, pudesse ter chances de vitória. Salvador Hugo Palaia sonhava com o cargo, mas após muitas conversas e reuniões aceitou concorrer à vice-presidência. Clemente Pereira, Gilberto Cipullo e Ébem Gualtiri são os outros nomes da chapa de Belluzzo que tentam também a vice-presidência. Pela oposição, os candidatos são José Angelo Vergamini, Dorival Malvezzi, Mário Giannini e Edvaldo Frasson.Belluzzo e Frizzo concordam e discordam em vários pontos de suas campanhas. A parceria com a Traffic se mostra necessária na visão dos dois candidatos, mas enquanto o primeiro foi um dos principais responsáveis pelo projeto com a WTorre para a reforma do Palestra Itália, o oposicionista afirma que vai rever alguns pontos do acordo.PRIMEIRO MANDATOAos 66 anos, Belluzzo, economista e ex-ministro da Fazenda, foi derrotado por Mustafá Contursi nas eleições de 2003 e, se ganhar hoje, promete não tentar a reeleição daqui a dois anos. Acredita que vai fazer um mandato de transição. "Eu sou o João Batista, o Cristo ainda não veio", disse, fazendo um paralelo com a Bíblia. Dentre os tópicos de sua campanha, gostaria de promover algumas mudanças no estatuto, como o tempo do mandato para presidente - justamente um dos pontos que mais causaram problemas no Palmeiras no ano passado, pois Della Monica tentou, sem sucesso, a mesma reforma estatuária no fim de 2008 para seguir no poder.Frizzo, 63 anos, formado em Direito, também tenta pela segunda vez o cargo - perdeu para Della Monica no último pleito. "Sempre trabalhei por amor ao clube. Neste momento precisamos de conciliação", falou. "O mais importante trabalho será esfriar os combates internos."

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