Palmeiras consegue despedida honrosa

Eliminado da Copa do Brasil, time consegue fazer 2 a 0 e encerrar série invicta de 29 jogos do Coritiba, que avançou

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2011 | 00h00

O Palmeiras deixou o campo ontem aplaudido pela torcida. Foram poucos aplausos, é verdade, e a classificação para as semifinais da Copa do Brasil também não chegou, mas os poucos aventureiros que foram ao Pacaembu viram um time guerreiro, que acabou com a invencibilidade de 29 jogos do Coritiba. O placar eletrônico apontou 2 a 0 para os donos da casa e 6.541 pagantes.

Não fosse a goleada de Curitiba (6 a 0), o Pacaembu teria um cenário diferente. Duas horas antes do jogo, a praça Charles Muller era povoada apenas pelos policiais - 220 homens trabalharam na segurança do jogo. Com o passar do tempo, o retrato mudou um pouco.

Protesto com barulho, apenas da TUP, uma das organizadas, que estendeu faixas chamando jogadores de safados e pedindo atitude do presidente Arnaldo Tirone. A Mancha Alviverde, maior organizada do clube, resolveu protestar não indo ao jogo.

O Palmeiras chegou ao estádio pressionado. No trajeto do hotel ao Pacaembu, alguns torcedores jogaram pedras no ônibus, quebrando dois vidros. Já em campo, o time ouviu gritos de apoio e também de críticas, mas os aplausos se sobressaíram no final.

Todo mundo sabia das dificuldades para conseguir a classificação. Para não ir aos pênaltis, o Palmeiras precisava vencer por sete gols de diferença. Uma missão para lá de complicada.

Pela primeira vez desde que chegou, Wellington Paulista ganhou uma chance como titular. E, apesar de Luiz Felipe Scolari ter escalado três volantes, o time foi para frente. Bem postado, o Coritiba resolveu se fechar e apostar nos contra-ataques. E, enquanto o Palmeiras sofria para chutar ao gol, Bill teve uma boa chance de marcar aos 9 minutos: Marcos defendeu. A melhor chance paulista no primeiro tempo foi aos 43, em um chute de longe de Kleber que beliscou a trave.

A emoção que faltou na etapa inicial só aumentou após o intervalo. Com dores no ombro direito, Wellington Paulista foi substituído por Adriano e a mudança logo funcionou. Aos 25 segundos, Gabriel Silva cruzou pela esquerda, Adriano não acertou a bola e Emerson fez gol contra.

O primeiro passo já havia sido dado, mas ainda faltavam cinco gols, no mínimo. Após Bill ser expulso, o Palmeiras aumentou a ofensividade e anotou o segundo com Marcos Assunção, aos 20 minutos, em cobrança de falta.

Contra um rival recuado, o Palmeiras tentou mais um gol de todos os jeitos, mas a classificação para as semifinais da competição já havia sido selada em Curitiba. Ainda assim, os torcedores reconheceram o espírito de luta do elenco e, mesmo sem a vaga, o time deixou o campo aplaudido. "A gente perdeu a classificação lá. Tentamos (a vaga) e ficamos felizes porque a torcida reconhecer o nosso esforço", falou o zagueiro Danilo.

"Ao menos acabamos com a invencibilidade deles e isso vai ficar marcado", disse Marcos. O Coritiba não perdia desde novembro do ano passado.

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