Palmeiras continua no seu calvário

Time de Felipão se afunda mais um pouco ao perder para o Vasco e fica a sete pontos do 16º colocado

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2012 | 03h06

Felipão tentou criar um clima de decisão para fazer o time acordar e começar uma reação histórica. Mas a impressão é que para conseguir sair dessa situação o Palmeiras vai precisar tirar força de onde talvez nem exista. O time lutou, mas perdeu de novo. Dessa vez, a derrota foi por 3 a 1 para o Vasco, no Rio, em uma noite em que deu tudo errado para o Alviverde. Tanto que a diferença para sair da zona de rebaixamento só aumentou. No começo da rodada, eram cinco pontos. Agora subiu para sete.

O Palmeiras já entrou em campo 'perdendo'. Os resultados dos jogos anteriores de ontem foram muito ruins para o Alviverde. Figueirense e Coritiba venceram e o Bahia empatou. Ciente dos resultados dos concorrentes diretos contra a degola, o time de Felipão entrou em campo fechado, respeitando o Vasco. Os laterais Juninho e Artur ficaram mais na marcação e quase não se aventuraram ao ataque. Com o passar do tempo, o time de Felipão viu que o time carioca também não estava tão confiante a ponto de pressionar e aproveitou para atacar.

E no primeiro lance em que o Palmeiras mostrou mais calma para concluir, abriu o placar. Aos 23, Tiago Real cruzou para a área, Wellington cabeceou para o chão, Fernando Prass rebateu para o meio da área e Luan, que ontem jogou com a camisa 100 para comemorar a marca centenária pelo clube, mandou para as redes vascaínas.

Mais do que um gol, um alívio para os palmeirenses e a esperança de amenizar o prejuízo dos outros resultados. Mas bastaram seis minutos para o desespero voltar. Aos 29, Wendel cruzou para a área, Alecsandro ajeitou de cabeça e Tenório, livre, tirou de Bruno para empatar.

Os dois gols quase que em seguida fizeram os times criarem mais coragem e partirem para cima, propiciando boas oportunidades para os dois lados.

No segundo tempo, o Palmeiras entrou com tudo no ataque e parecia que havia voltado com a postura que tanto a torcida esperava. Luan quase fez um belo gol após ficar frente a frente a Fernando Prass - ao tentar a conclusão, chutou em cima do goleiro. Mas foi só uma ilusão. O Vasco rapidamente voltou a equilibrar o jogo e aproveitou o desespero do adversário para virar o placar sem muito esforço. Aos 6, Juninho Pernambucano cobrou falta para a área e Nilton desviou de cabeça. O Alviverde se perdeu.

Sem força para reagir. O Palmeiras foi para cima sem a menor organização. Barcos e Valdivia, que poderiam ser os diferenciais, não acrescentaram nada de interessante. O atacante estava visivelmente cansado, já que há menos de 24 horas estava em Lima, no Peru, com a seleção argentina. E o chileno mais uma vez não conseguiu aparecer em um momento decisivo.

Para acabar de vez com o sonho palmeirense, Tenório, aos 26, aproveitou a desorganização da defesa, partiu em velocidade e tocou para Juninho entrar na área e bater com categoria para tirar de Bruno e sacramentar a 14.ª derrota do Palmeiras no campeonato. É o time que mais perdeu no campeonato.

Mais do que os números, a postura do Palmeiras assusta. O time não é tão forte, mas não é para estar onde está. A cada rodada fica claro que o problema maior é o lado emocional. Basta levar um gol e o time se perde. Domingo, o jogo é contra o Corinthians. Mais sofrimento pela frente.

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