Palmeiras continua refém de seus erros

Com um jogador a mais desde o primeiro tempo, time de Felipão falha duas vezes e cede [br]empate ao Atlético-PR

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2011 | 00h00

Luiz Felipe Scolari prometeu um time com nova postura ontem. O problema é que não basta ter só vontade. O Palmeiras foi mais aguerrido e corajoso, pelo menos no primeiro tempo. Comportamento diferente dos últimos jogos, mas as armas e os defeitos não. Tanto que conseguiu levar dois gols do pior ataque do campeonato e por isso não foi além do empate por 2 a 2 com o Atlético-PR, em Curitiba,

Como o gramado da Arena está muito ruim, Felipão optou por Chico no lugar de Márcio Araújo no meio de campo, reforçando a bola aérea. O time estava tão ofensivo, que Chico se aventurou ao ataque e acertou uma bomba, defendida pelo goleiro Renan Ribeiro. Seria um belo gol. E quem abriu o placar foi um zagueiro. Claro, em cruzamento para a área. Marcos Assunção passou para Kleber, que, na direita, cruzou na cabeça de Henrique. O zagueiro mandou para as redes.

Tão corriqueiro para o alviverde quanto marcar gols em bola parada ou cruzamentos é levá-los. O Atlético-PR, sabendo disso, aproveitou uma cobrança de escanteio para empatar, com Guerrón, após a bola desviar na cabeça de Marcos Assunção.

A equipe paranaense, na zona de rebaixamento, usou e abusou do direito de cometer faltas, demonstrando clara irritação.

Mas, curiosamente, o time paranaense só foi ter um jogador expulso por reclamação. Cleber Santana cometeu falta dura em Luan, recebeu cartão amarelo pela infração e, ironicamente, aplaudiu o árbitro, que na hora sacou o cartão vermelho.

Um vacilo fatal. No intervalo, Felipão sacou Thiago Heleno, que tinha cartão amarelo, para a entrada de Leandro Amaro. No segundo tempo, o Palmeiras voltou a pressionar e ter o domínio do jogo. Não demorou para marcar o segundo. Marcos Assunção acertou a cobrança de escanteio na cabeça de Luan, que golpeou forte. O goleiro defendeu e, no rebote, dentro da pequena área, Fernandão fez o gol.

Tudo caminhava bem. Antônio Lopes, desesperado, tirou Marcelo Oliveira e mandou o Atlético-PR para cima com a entrada de Madson. O Palmeiras, com um a mais, parecia ter o domínio da situação. Só parecia...

Marcinho deu um chute para frente, Henrique foi cortar de cabeça, mas só ajeitou para Guerrón matar no peito e arrancar para grande área. Marcos saiu todo estabanado na bola e cometeu pênalti. Na cobrança, Marcinho deixou tudo igual.

A partir daí o jogo mudou. O time assustado passou a ser o Palmeiras. Embora ainda tivesse maior posse de bola, era evidente que a equipe havia sentido o gol sofrido. Felipão mexeu de novo, mas não adiantou. A diferença numérica de jogadores não teve efeito. Parecia que ambos estavam com dez jogadores. A coragem deu lugar a apatia e o jogo acabou mesmo com o empate.

O Palmeiras só venceu uma vez fora de casa, em julho, contra o Figueirense, e mais uma vez não fez por merecer a vitória como visitante.

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