Palmeiras dá 1º passo para sair da degola

Concentrado e vibrante, time de Gilson Kleina vence o Figueirense por 3 a 1 em Florianópolis e mostra que tem força para escapar do rebaixamento

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2012 | 03h04

Assim que marcou o terceiro gol do Palmeiras, aquele que definiu a vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense, Marcos Assunção deu um pique até o banco e abraçou o técnico estreante Gilson Kleina. Dois ou três segundos que uniram os principais personagens da vitória que colocou o time paulista na 18ª posição, ultrapassando o próprio Figueirense, com cinco de desvantagem para o Flamengo, o primeiro fora do descenso. O Palmeiras continua na degola, ainda não ganhou nada, mas a caminhada de mil léguas para se salvar da degola pode ter começado ontem com o primeiro passo. Além do gol, Assunção deu duas assistências e foi o nome da partida.

A leve subida foi a conquista mais palpável da vitória de ontem, em Florianópolis. Houve uma conquista intangível, talvez o grande mérito do novo treinador: o resgate da confiança dos jogadores. Ontem, Maikon Leite não se intimidava na hora de driblar. Márcio Araújo mantinha a cara fechada até no lateral e Thiago Heleno batia no peito a cada chute para o mato. Essa postura, tão importante quanto os três pontos, mostra que o alviverde continua imponente. O time não precisou seguir o conselho do próprio Assunção para guardar a história no bolso e jogar como time pequeno.

Em parte pelos seus méritos, em parte pela fragilidade catarinense, principalmente do goleiro Wilson, o time paulista abriu 2 a 0 nos primeiros dez minutos, com cruzamentos cirúrgicos de Marcos Assunção, um deles de canhota. Thiago Heleno, aos 7, e Henrique, aos 9, completaram as jogadas, com boa ajuda do goleiro Wilson nas duas.

O desenho tático de Kleina foi o mesmo de Felipão. O toque do novo técnico só apareceu na escalação de três volantes para proteger a zaga e dar liberdade para a magia de Valdivia. A defesa, no entanto, ainda está claudicando. Kleina vai ter trabalho para implantar uma de suas metas mais importantes: arrumar o time de trás para a frente. Atordoado com Botti, Caio e Aloísio, a zaga esteve vulnerável, apesar da vantagem no placar. Levou um torpedo no travessão de Elsinho, aos 24; e arregalou os olhos a cada cruzamento de Helder.

Valdivia cometeu um erro infantil ao tentar atrapalhar o goleiro Wilson em uma cobrança de falta precisa de Marcos Assunção. O jogo poderia ter terminado ali, na metade do primeiro tempo, com o 3 a 0. Esse erro foi lembrado quando o Figueirense diminuiu com Aloisio, aos 20. Mas Marcos Assunção aproveitou nova falha de Wilson e não deu chance para desespero: 3 a 1.

No primeiro turno, o Palmeiras conseguiu sua primeira vitória contra o Figueirense, depois de dois empates e quatro derrotas. Ontem, a nova vitória sobre o velho rival pode representar uma coincidência que os palmeirenses vão chamar de destino se concluírem a caminhada de salvação do rebaixamento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.