Palmeiras dá adeus no Uruguai

Empate sem gols elimina time, que ficou no 1 a 1 com o Nacional em SP

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

18 de junho de 2009 | 00h00

Acabou o sonho palmeirense de levantar seu segundo título da Taça Libertadores. Um dia depois de comemorar os 10 anos da conquista continental, o Palmeiras não conseguiu passar pelo Nacional: o empate por 0 a 0 em Montevidéu, na noite de ontem, eliminou o time da competição. Os uruguaios esperam o duelo entre Estudiantes e Defensor, hoje, para saber quem vão enfrentar na semifinal.Em 38 jogos disputados na temporada, sem contar o de ontem, o Palmeiras só não havia marcado gol em três deles. No Uruguai, o setor ofensivo, mais do que nunca, teria de entrar em ação. Como ficou no 1 a 1 na partida de ida, em São Paulo, a equipe precisava vencer ou empatar em dois ou mais gols para garantir a vaga. Fracassou.Os erros que culminaram na desclassificação da equipe não ocorreram apenas ontem. O gol sofrido no dia 28 - após uma bobeira geral da zaga, Garcia empatou - foi um dos principais culpados pela perda da vaga. Em Montevidéu, o time bem que tentou marcar e foi pouco melhor do que o Nacional, mas a forte marcação adversária atrapalhou seus planos.A péssima condição do gramado do Estádio Centenário, repleto de falhas e desníveis, também pode ter sido um dos fatores pelos quais o Palmeiras não alcançou o triunfo. O toque de bola ficou prejudicado e a equipe só levou perigo em raros lances - como no escanteio de Cleiton Xavier em que a bola bateu na trave e no chute de Diego Souza, que Keirrison desviou no meio do caminho e quase enganou o goleiro Muñoz.A partida foi mais pegada do que de técnica. Passes errados e jogo truncado marcaram as duas etapas. As reclamações também entraram em ação - os uruguaios pediram pênalti em toque de mão de Maurício Ramos e os palmeirenses fizeram o mesmo quando a bola bateu no braço de Coates. O árbitro equatoriano Carlos Vera ignorou os protestos nos dois casos.No segundo tempo, precisando do gol, o Palmeiras teve de sair mais ao ataque. O técnico Vanderlei Luxemburgo arriscou e colocou em campo Ortigoza e Obina.Os jogadores pregaram durante a semana que era preciso paciência para buscar a vitória. Calma eles tiveram. Faltou mais precisão nas poucas oportunidades criadas. Mesmo melhor, o Palmeiras não conseguiu o sonhado gol - Obina ainda perdeu duas boas chances de sair como o herói da gelada noite uruguaia. O goleiro Marcos também arriscou idas ao ataque, mas ontem os palmeirenses não estavam com a sorte a seu favor.

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