Palmeiras define hoje seu futuro

Se perder para o Flamengo, Alviverde será rebaixado para a Série B; no caso de vitória, ainda terá de torcer por tropeços de Portuguesa ou Bahia

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h09

Acreditar em uma reviravolta histórica é o que motiva o Palmeiras para enfrentar o Flamengo hoje, em Volta Redonda, naquele que pode ser um dos jogos mais tristes dos últimos dez anos do clube. Embora os palmeirenses reclamem de azar nas últimas partidas, hoje a equipe só chega viva para encarar os cariocas graças à sorte de ter adversários que, assim como o Alviverde, não tiveram capacidade de fazer seus resultados.

"É o jogo de nossas vidas. Neste jogo, pode terminar aquilo que a gente não quer. Durante a semana, trabalhamos muito para conseguir o resultado", contou Gilson Kleina.

O Palmeiras poderia ter sido rebaixado na rodada passada, mas a Portuguesa perdeu para o Botafogo e o Bahia não passou pelo Cruzeiro. "A nossa sorte é que dos que estão lá embaixo só o Sport demonstra uma reação. Os outros estão tropeçando como nós. Temos de acreditar que o momento dos adversários vai continuar assim e que nós vamos começar a fazer a nossa parte", disse um confiante e esperançoso Kleina.

A missão alviverde parece tão árdua que nem mesmo a vitória hoje é garantia de que o time consiga se manter vivo na Série A. Caso o Bahia derrote a Ponte Preta e a Lusa supere o Grêmio, o Palmeiras estará matematicamente rebaixado. (leia mais ao lado). "É muito ruim saber que não dependemos só de nós, mas, se estamos assim, é porque não fomos capazes de fazer a nossa parte anteriormente", disse o gerente de futebol, César Sampaio.

Problemas de sobra. Embora saiba que a missão é muito difícil, Kleina não joga a toalha e espera que caso o rebaixamento seja concretizado, que pelo menos o elenco tenha dignidade e lute até o fim nas últimas partidas.

A atuação diante do Fluminense é usada como exemplo, já que mesmo com três jogadores machucados em campo (Correa, Denoni e Patrick Vieira) a equipe teve chances de empatar. "Mostramos que somos fortes e que não vamos nos entregar fácil."

Mas, como tudo tem sido difícil para o Palmeiras, Kleina precisa superar um adversário que persegue a equipe ao longo do campeonato e que parecia distante nas últimas rodadas: o excesso de jogadores machucados.

Além de Valdivia e Fernandinho, machucados já há algumas rodadas, o treinador não contará ainda com mais cinco titulares: Henrique, João Denoni, Marcos Assunção, Wesley e Patrick Vieira, todos machucados. Somam-se a eles, Leandro Amaro, Thiago Heleno, Leandro, Daniel Carvalho e Betinho, que também se recuperam de lesão. E Luan está suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Com isso, Kleina terá de apostar nos meias Mazinho e Tiago Real para tentar continuar vivo na elite nacional. A situação é tão delicada que o treinador pode ter de recorrer aos garotos da base para compor o banco de reservas, como Bruno Dybal e Wellington, e o volante Tinga, que foi afastado por Felipão e, após ser emprestado para diversos clubes, está de volta e ainda não teve oportunidade com Kleina. (leia mais sobre o jogo Págs 2 e 3)

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