Palmeiras deixa escapar liderança

Uma vitória simples diante do Oeste devolveria o primeiro lugar ao time de Felipão, mas com o empate (1 a 1) quem se deu melhor foi o Corinthians

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2012 | 03h04

O Palmeiras teve novidades na noite de ontem no Pacaembu, mas não conseguiu voltar à liderança do Campeonato Paulista e deixou o Corinthians sozinho na ponta da tabela. Com o empate por 1 a 1 com o Oeste, o time ficou na terceira colocação, dois pontos atrás do rival (23 a 21) e um abaixo do Guarani, que venceu o XV de Piracicaba por 2 a 0. Domingo, a equipe pega o São Paulo em Presidente Prudente.

Mesmo sem a vitória, o Palmeiras chegou ao 15.º jogo de invencibilidade, marca que começou a ser construída no fim do último Campeonato Brasileiro e passou pelo amistoso com o Ajax, da Holanda, no começo deste ano. A sequência é a mesma que Felipão conquistou no início de 2011 e também em 1999.

Apesar de o adversário estar no meio da tabela, o Palmeiras sofreu bastante. Com mudanças na equipe - Felipão barrou Deola e colocou Bruno no gol e deu a primeira chance a Román na zaga, na vaga do suspenso Henrique -, o Alviverde começou o jogo se impondo, com toques rápidos no meio de campo, mas logo passou a ter dificuldades com a forte marcação do Oeste.

Os visitantes, no entanto, não se conformaram em apenas jogar recuado. Em uma rápida arrancada, Márcio Araújo deu um empurrão em Mazinho na área, fazendo pênalti. O próprio camisa 10 do Oeste bateu e fez 1 a 0 aos 11 minutos.

Fosse outra época, o Palmeiras sentiria o gol sofrido e se abateria. Não agora. O time soube se portar e buscou o gol em várias frentes. Ora com Barcos, ora com Daniel Carvalho, que mostrou fôlego e boa forma em várias arrancadas.

O empate acabou chegando com Maikon Leite, aos 41, aproveitando rebote do goleiro em chute de Barcos.

Se no primeiro tempo a torcida apenas apoiou a equipe, após o intervalo ela perdeu a paciência principalmente com Cicinho, que acabaria por ser substituído por Artur.

A verdade é que a segunda etapa do Palmeiras foi bem aquém do que Felipão e a torcida esperavam. O Oeste chegou mais vezes com perigo. Os donos da casa não acertavam passes nem conseguiam construir jogadas.

Marcos Assunção foi quem criou as melhores chances, seja em um cruzamento para Román quase marcar ou em chutes de longa distância. No fim, sem o gol da virada, a torcida palmeirense deixou o Pacaembu reclamando do empate.

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