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Palmeiras deslancha sem Mago Valdivia

Aproveitamento cresceu no returno e equipe se credencia ao título

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

23 de setembro de 2008 | 00h00

A maior preocupação de Vanderlei Luxemburgo depois da transferência de Valdivia para o Catar era encontrar no elenco um substituto à altura do jogador, referência técnica do time na conquista do Campeonato Paulista deste ano. Diego Souza, contratado a peso de ouro no início da temporada não havia se afirmado. Evandro, armador que veio do Atlético-PR ainda era uma incógnita. Mas o fato é que após a saída do Mago, o Palmeiras até melhorou seu aproveitamento no Brasileiro e a diferença para o líder Grêmio, que era de seis pontos ao final do primeiro turno, agora caiu para apenas um ponto.Com o chileno à disposição - o jogador se despediu no dia 10 de agosto, na derrota para o Botafogo por 1 a 0, no Rio -, o time do Palestra Itália havia disputado 18 jogos na competição nacional e vencido 10. Chegou à metade do campeonato na terceira colocação com 63% de aproveitamento. Nas sete partidas do segundo turno, a equipe já atingiu uma campanha de campeã: teve cinco vitórias e o rendimento subiu para altos 71%.Os jogadores atribuem a melhora ao conjunto. "O Palmeiras está em um momento importante no Brasileiro", analisa Alex Mineiro, artilheiro da equipe no Nacional com 16 gols. "Não jogamos a toalha quando o Grêmio estava bem à nossa frente na tabela de classificação, e agora, pela qualidade do nosso elenco, precisamos continuar somando pontos fora de casa para a equipe assumir a liderança de vez."Mas um jogador em particular cresceu muito depois do adeus de Valdivia: Diego Souza. Antes do dia 10 de agosto, o meia que custou 4 milhões (R$ 10,5 milhões) chegava a ficar no banco por algumas partidas. Bastou não ter a sombra do chileno e o ex-atleta do Grêmio desencantou. Assumiu sozinho a tarefa de armação e começou a chegar na frente com maior efetividade. Com o Mago ao lado, Diego fez apenas dois gols em todo o primeiro turno. Desde então, já anotou quatro vezes nas sete partidas.E fez gols importantes, como aquele contra o Cruzeiro (vitória por 1 a 0), adversário direto na briga pelo título e por uma vaga na Taça Libertadores, e os dois diante do Atlético-PR (o Palmeiras venceu por 2 a 1). "Acho que estou crescendo no momento certo", reconhece o jogador. Mas segue o discurso homegêneo e padrão de seus companheiros. "A equipe demonstra espírito coletivo muito forte", pondera. "Isso está fazendo a diferença. Todos estão brigando e dando algo a mais dentro de campo."Porém, mesmo os colegas de time sabem que Diego Souza se tornou decisivo, um trunfo para o Palmeiras na reta final do campeonato. "Ele está com mais liberdade para jogar", explica o volante Pierre. "Creio que isso facilitou muito. Melhor para nós, porque ele tem aproveitado bem as chances."

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