Palmeiras disputa 1ª decisão do ano

Duelo com o Libertad vale a liderança do Grupo 2 e é o primeiro de três jogos fora de casa que o time vai disputar em sequência

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2013 | 02h05

Invicto há sete jogos (quatro vitórias e três empates), o Palmeiras enfrenta o Libertad hoje em clima de decisão. O jogo vale a liderança do Grupo 2 da Taça Libertadores e ainda será o primeiro dos três jogos consecutivos fora de casa (depois tem jogo com o Tigre e São Paulo) que o time alviverde tem pela frente para conseguir mostrar que, além de um time aguerrido, também sabe lidar com a pressão.

Palmeiras e Libertad estrearam com vitória na Libertadores. A diferença é que o time paraguaio se deu melhor fora de casa - derrotou o Tigre por 2 a 0 enquanto o Alviverde fez 2 a 1 no Sporting Cristal, no Pacaembu. Pelas circunstâncias, o empate não é considerado um resultado ruim para os palmeirenses.

"Eles venceram fora de casa e isso pode fazer a diferença lá na frente. O empate não é ruim, pois estaríamos como visitantes tirando dois pontos de um forte concorrente", analisou o goleiro Fernando Prass.

O Estádio Nicolás Leoz é pequeno. A capacidade máxima é de apenas 10.500 torcedores. Por isso, os palmeirenses estão se preparando para enfrentar um caldeirão, algo que o técnico Gilson Kleina trabalhou bastante com os jogadores ao longo da semana. "Temos de ter equilíbrio e não podemos perder a pegada. Eles estão empolgados, terão o apoio total da torcida e vão nos pressionar, mas temos de manter o estilo de jogo", disse o treinador, preocupado com o fato de o elenco ter muitos garotos, inclusive entre os titulares, como Weldinho, Souza, Patrick Vieira e Vinícius.

Exatamente por imaginar que sofrerá pressão do início ao fim, o treinador decidiu não mexer no time, mesmo tendo o meia Valdivia e os atacantes Kleber e Maikon Leite à disposição. Kleina acredita que colocando um deles, teria de mexer no esquema tático e fatalmente perderia na marcação. O trio fica no banco e o time que começa é o mesmo dos últimos três jogos.

Além de mostrar muita disposição nos treinos, Valdivia fará hoje sua estreia em Libertadores. Nas outras vezes em que teve chance de atuar, acabava sendo negociado. Foi assim no Colo-Colo e no Palmeiras. "Essa é a quarta vez que tenho a chance de jogar a Libertadores, mas só agora conseguirei. Estou motivado porque é um campeonato que todo mundo te vê", disse o chileno.

A expectativa fica para a estreia do atacante Kleber. Contratado do Porto, o jogador chegou com uma lesão na coxa direita e está recuperado. A ideia é que ele entre pelo menos para atuar cerca de 25 minutos para obter melhor ritmo de jogo e se aproximar do ritmo dos outros atletas.

Sem brincadeira. Enquanto no Palmeiras as atenções são dividas entre Campeonato Paulista e Libertadores, no time paraguaio, o foco é total na competição continental. Tanto que o técnico Rubén Israel tem escalado reservas nas partidas do Campeonato Paraguaio e o time vem de derrota para o rival Nacional.

O jogador mais conhecido do Libertad é o experiente volante Guiñazu, ex-Internacional, que é ídolo dos torcedores e foi contratado no início do ano.

"Temos de ir bem em casa e respeitar o Palmeiras, que é um grande time. Vamos jogar como se fosse uma final", disse o jogador, campeão da Libertadores pelo Colorado em 2010.

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