Palmeiras e torcida: enfim, a paz

Time bate Atlético-PR por 1 a 0 no Palestra Itália e anima os mais de 20 mil pagantes. Agora, basta um empate em Curitiba

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2010 | 00h00

Contra um adversário que só levou perigo nas bolas aéreas, o Palmeiras soube se defender e está a um empate das quartas de final da Copa do Brasil. No Palestra Itália, venceu o Atlético-PR por 1 a 0 e amenizou as acríticas que vem recebendo.

Com uma nova formação, o Palmeiras jogou com a cautela que os jogadores haviam dito durante a semana. Preocupado em não levar gol, atuou diferente das últimas partidas. A torcida aprovou, mas espera por novos jogos para realmente ver se o resultado será positivo.

Nas arquibancadas, os torcedores fizeram sua parte e registraram o melhor público do ano no Palestra: 20.269 pagantes. E eles não demoraram muito para comemorar. Aos 14 minutos, o atacante Robert recebeu de Edinho e chutou cruzado, certeiro.

Ao contrário do que Antônio Carlos falou na sua apresentação, em fevereiro, ontem ele resolveu improvisar. As mudanças (Figueroa no meia e Márcio Araújo na lateral-direito) deixaram o time com apenas um atacante: Robert. Diego Souza e Lincoln se alternaram na frente, mas pouco criaram. Sem Cleiton Xavier, machucado, o Palmeiras teve dificuldades para chegar com perigo. "Perdemos o Cleiton, que dá qualidade no toque de bola, mas o Figueroa também tem um bom passe", explicou o zagueiro Danilo sobre as modificações do treinador.

O chileno Figueroa, porém, sentiu falta de ritmo. Ele não jogava há 40 dias e apareceu pouco. Ao contrário de Robert, que além do gol marcado teve fôlego para ajudar na defesa.

Única arma. Os visitantes não jogaram recuados, mas falharam por apostar em uma única jogada: os cruzamentos de Paulo Baier. Foram ao menos dez escanteios cobrados pelo atleta, além de inúmeras faltas que ele aproveitou para alçar a bola na área adversária.

A partida teve pouca emoção. Diego Souza resumiu bem o que ocorria em campo, no intervalo. "O jogo está truncado, com muitas faltas", explicou. "Eles são fortes nas bolas paradas, mas estamos ligados."

O Palmeiras realmente conseguiu parar o adversário. No dia anterior, Antônio Carlos trabalhou por mais de 40 minutos o lance que sabia ser a arma principal do Atlético. Armou seus defensores na área e pediu cuidado para ninguém cometer faltas. Neste ponto, os jogadores não o obedeceram e deram chances para Paulo Baier cruzar. Mas Marcos estava seguro no gol.

No melhor momento atleticano, o goleiro espalmou cabeçada de Rhodolfo. No Palmeiras, o atacante Paulo Henrique entrou no fim e, na sua estreia, não conseguiu marcar o segundo. Aos 39, Paulo Baier foi expulso e acabou com as chances de seu time conseguir o empate.

A partida de volta será quarta-feira, na Arena da Baixada. Em Curitiba, o Palmeiras já sabe o que fazer: se fechar a apostar no contra-ataque.

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