JB Neto/AE
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Palmeiras e WTorre: trégua acaba nesta terça-feira

Empresa ameaça parar obra da Arena se o clube não devolver a escritura. Presidente quer mais tempo para analisar caso

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - Quem acompanha o Twitter de Walter Torre percebeu nos últimos dias que o presidente da construtora que levanta a Arena Palestra pouco escreveu. "Tenho um acordo com o Tirone (Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras) de não twittar até terça para evitar polêmicas", justificou. Em um acerto firmado sexta-feira, Torre e Tirone combinaram que nesta terça-feira seria o prazo final para que a diretoria do clube entregasse a nova escritura da Arena assinada. Porém, após reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), nesta segunda à noite, ficou definido que Tirone deve pedir mais tempo para analisar a situação.

A decisão não atende aos interesses da construtora, que ameaça paralisar as obras. O empresário vinha criticando o Palmeiras pela demora na assinatura do documento, que, segundo ele, deveria ter sido entregue em janeiro. Nos últimos meses, conta ele, a WTorre seguiu com seus compromissos, gastando R$ 40 milhões. Nas últimas semanas, Torre se utilizou do Twitter para demonstrar seu descontentamento com o clube após diversos fracassos em conversas com diretores palmeirenses. Ameaçou até parar as obras.

Para justificar a demora, Tirone e aliados explicam que não concordam com o valor do seguro de performance, de 42% em relação ao valor total da obra. A WTorre já havia aumentado esta quantia a pedido do Palmeiras e afirma que em nenhum lugar do mundo ela passa de 15%. Outra reclamação do clube é no tempo em que a empresa será dona do estádio. Os 30 anos, na visão de muitos conselheiros, são exagerados.

Tirone está bastante pressionado, pois tem de lidar com as alas favorável e contra a Arena. Ao mesmo tempo em que ouve o ex-presidente Mustafá Contursi, maior opositor do contrato, tem recebido diversas críticas, entre elas do ex-presidente Affonso Della Monica, por ainda não ter assinado o novo documento.

Pressão. Após três dias de folga e dois treinos cancelados por causa dos protestos da torcida, o time voltou a trabalhar nesta segunda-feira, na Academia, para o confronto contra o Coritiba, quarta, no Pacaembu.

A segurança foi reforçada na entrada do CT, mas 15 torcedores da organizada TUP foram até o local para pressionar o elenco. Eles ficaram do lado de fora e conversaram rapidamente com Sérgio do Prado, gerente administrativo, que os proibiu de entrar. O treino também foi fechado para a imprensa, com a justificativa de que o local seria utilizado para a reunião do COF. Detalhe: o trabalho do elenco começou às 15 horas e a reunião se iniciaria quatro horas depois.

Ainda nesta segunda, Tirone e o vice Roberto Frizzo tiveram uma conversa com Felipão e garantiram a ele que não vão mexer na comissão técnica após a vergonhosa derrota por 6 a 0 para o Coritiba.

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