Palmeiras: empate é prêmio pela garra

Keirrison evita derrota para o Atlético-PR aos 48 do 2.º tempo

Bruno Deiro, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2009 | 00h00

O Palmeiras usou o espírito de superação de seus melhores momentos na Libertadores, torneio do qual foi eliminado no meio de semana, para obter um ponto importante no Brasileiro. Apesar do abatimento, o time foi buscar no minuto final o gol do empate por 2 a 2 com o Atlético-PR, em Curitiba. "A gente passou por dificuldades esta semana. Batalhamos e conseguimos", comemorou Keirrison, autor do gol que evitou a derrota. "Merecíamos até a vitória, mas buscamos um empate importante." Na segunda etapa, o time paulista foi buscar por duas vezes a igualdade no marcador e aliviou a pressão sobre o técnico Vanderlei Luxemburgo, que tem sido questionado após os fracassos no Paulista e na Libertadores. Com boa atuação na defesa, o time se mostrou mais uma vez vacilante no ataque, que desta vez conseguiu se salvar com um gol aos 48 minutos do segundo tempo. Jogadores ofensivos não faltaram à equipe palmeirense: na volta do intervalo, Luxemburgo apostou em um time com Keirrison, Obina e Ortigoza para buscar o resultado. O Palmeiras começou melhor e teve maior controle da partida na etapa inicial. A melhor chance, porém foi dos atleticanos, que quase abriram o placar pouco antes do intervalo - o goleiro Marcos se esticou para salvar um chute perigoso de Rafael Miranda. "A gente até criou jogadas, mas tive dificuldade com os três zagueiros", afirmou Keirrison ao fim do primeiro tempo. Luxemburgo parece ter ouvido a reclamação do atacante e decidiu povoar o setor ofensivo. No intervalo, tirou Diego Souza e Willians para as entradas de Obina e Ortigoza. Quem saiu na frente, porém, foram os donos da casa, em jogada de bola parada logo aos 6 minutos. Paulo Baier sofreu falta próximo à área e, na cobrança, encontrou o zagueiro Rafael Santos livre para abrir o placar de cabeça. A vantagem injusta foi corrigida aos 23, quando Obina aproveitou uma falha grotesca do goleiro Vinicius para empatar a partida. Criticado pelos gols perdidos na eliminação da Libertadores, o atacante correu para abraçar Luxemburgo após o gol. O Atlético-PR seguiu sem assustar, mas conseguiu outro gol de bola parada ao 34, em cobrança de falta perfeita de Marcinho. O gol de Keirrison, nos acréscimos, após confusão na área paranaense, garantiu o 2 a 2. O placar traduziu com fidelidade o futebol de muita marcação e pouca inspiração praticado pelas duas equipes.

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