Palmeiras está pronto para voar alto e chegar à final

Time paulista volta a decidir o torneio nacional, após 14 anos de jejum, até com uma derrota por um gol diante do Grêmio

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h04

SÃO PAILO - Faz 12 anos que o Palmeiras não chega a uma final de competição nacional, 14 anos sem decidir a Copa do Brasil. E na noite desta quinta-feira, às 21 horas, contra o Grêmio, de Vanderlei Luxemburgo, na Arena Barueri, Luiz Felipe Scolari tenta repetir um feito que pode colocar fim a uma agonia que persegue o time faz tempo.

Foi em 2000 que Flávio Murtosa comandou o time alviverde na conquista da Copa dos Campeões. Dois anos antes, Luiz Felipe Scolari levou o Palmeiras ao título da Copa do Brasil. Agora eles tentam colocar a equipe na final da competição nacional e até estão perto do objetivo: com a vitória por 2 a 0, no Olímpico, semana passada, até uma derrota por um gol de diferença servirá para passar de fase.

Apesar da boa vantagem e da confiança, os palmeirenses tentam não se entusiasmar tanto para não considerar a classificação como já ganha. Afinal, dizem os jogadores, o Grêmio tem um bom elenco e toda condição de dar o troco mesmo fora de casa.

"Temos a vantagem, mas vamos brigar em campo o jogo inteiro", avisou Cicinho. "Temos de respeitar um adversário como o Grêmio", ressaltou Barcos.

Felipão vai apostar novamente no esquema que deu certo em Porto Alegre, com Henrique na função de volante e Maurício Ramos e Thiago Heleno na zaga. Marcos Assunção, que pouco treinou esta semana por causa de dores na coxa direita, deve ser confirmado como titular.

As mudanças no time vão estar do meio-campo para a frente. Com Luan machucado e longe dos gramados por até dois meses, Mazinho deve ganhar vaga após boas atuações nos últimos dois jogos. A outra alteração só deve ser confirmada por Felipão pouco antes do apito inicial e Valdivia pode aparecer como novidade - se o chileno ficar no banco, Daniel Carvalho permanece como armador.

Com a Arena Barueri lotada - 30.500 ingressos vendidos, sendo 26 mil só para palmeirenses -, o time promete não decepcionar. E quem melhor resume o sentimento de toda a nação é o zagueiro Maurício Ramos. "Faz 10 anos que o Palmeiras necessita de um título de expressão e, se isso acontecer, vai ser feriado nacional", exagera o atleta, que prefere nem imaginar numa eliminação. "Seria tragédia demais."

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