Palmeiras estava quase lá e aí apareceu Jumar

O Palmeiras lutou, abriu dois gols de vantagem, e quando se encaminhava para chegar ao terceiro, o da classificação, levou um duro golpe. Um golaço de Jumar, que teve uma passagem desastrosa no Palestra Itália e até virou tema de música criada por torcedores onde o refrão dizia "Eu tenho medo do Jumar", fez o sonho da Copa Sul-Americana ir por água abaixo. O Alviverde venceu por 3 a 1, placar insuficiente para reverter a vantagem do time carioca, que se garantiu com o gol fora de casa.

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2011 | 00h00

A noite parecia mesmo perfeita, com direito a desfile dos ídolos Edmundo e César Sampaio (além de Tonhão e Alexandre Rosa) antes da partida, para apresentar o novo modelo de camisa, que lembra bastante o histórico uniforme da década de 90.

O clima no início do jogo era de preocupação, mas no fundo, a maioria dos torcedores no Pacaembu acreditava na reviravolta. A ansiedade que tanto preocupava Felipão não tomou conta dos jogadores nos primeiros minutos do jogo.

Com um quarteto na frente (Maikon Leite, Valdivia, Kleber e Luan) e Chico no meio de campo, no lugar de Márcio Araújo, o time ficou mais agressivo e foi para cima. Marcando a saída de bola do Vasco, conseguiu o primeiro gol, logo aos 12 minutos, quando Luan aproveitou rebote em chute de Valdivia. Depois deste gol, o time amoleceu.

No único chute do Vasco no primeiro tempo, Leandro mandou a bola no ângulo e Marcos fez linda defesa. Era São Marcos marcando presença. No segundo tempo, o que parecia impossível aconteceu. Luan cruzou para Kleber, após dez jogos sem marcar um gol, ampliar a vantagem. O Palmeiras estava vivo.

O terceiro, o da classificação, era questão de tempo. Aí Jumar se vestiu de carrasco. Acertou belo chute de fora da área, que nem o milagreiro Marcos conseguiu pegar. O silêncio se espalhou pelo Pacaembu. O Alviverde teria de fazer mais dois gols.

Virou panela de pressão. Dali para frente o que se viu foi o desespero. E para aumentar a angústia, Assunção marcou de falta, aos 47, mas não dava mais tempo. A torcida foi embora lamentando: Jumar nunca mais vai acertar um chute como aquele!

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