Palmeiras falha contra Portuguesa

Time é superior, faz 1 a 0, mas erra muito e cede empate no Pacaembu

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2008 | 00h00

No intervalo do jogo da noite de ontem, no Pacaembu, o goleiro Marcos falou que seu time estava bem, mas que não podia se acomodar. Seus colegas, no entanto, não seguiram o mesmo discurso e o Palmeiras cedeu o empate de 1 a 1 para a Portuguesa, pela terceira rodada do Brasileiro. O resultado não foi bom para ninguém: com 4 pontos, o campeão paulista ficou mais distante do líder Cruzeiro (9) e a Lusa, com 2, não conseguiu sair da zona de rebaixamento nem venceu na competição.O Palmeiras gosta de alternar dois estilos no decorrer das partidas. O mais ?refinado?, com passes de calcanhar e jogadas de efeito, empolga a torcida e irrita adversários. Mas é o jeito ?básico? que tem dado resultados. Quando joga sério, o Palmeiras expõe sua superioridade. Não dá espaços para o ataque rival e chega com facilidade ao gol. Ontem, no Pacaembu, faltou um pouco mais de seriedade ao time. E concentração.O placar de 1 a 0 construído no primeiro tempo foi pequeno, tamanho o domínio alviverde. O zagueiro David mostrou ser um bom finalizador ao receber bola de Valdivia e chutar forte no canto do goleiro Gottardi, aos 21 minutos.A Lusa quase não levou perigo a Marcos na etapa inicial. Um chute de Preto e outro de Dias, apenas. Já o Palmeiras bombardeou o rival. Ir para o intervalo vencendo por 3 a 0, por exemplo, não era um placar impossível. Bastava Alex Mineiro ter acertado o chute na pequena área logo no começo do jogo (mandou a bola para fora) ou não ter desperdiçado pênalti cavado por Denilson - a trave virou a salvadora da Lusa.No segundo tempo, o Palmeiras diminuiu o ritmo e a Portuguesa foi para cima. O garoto Diogo, melhor do time, fez Marcos se esticar todo para evitar o empate, aos 8 minutos. Mas cinco minutos depois o goleiro não foi capaz de defender o chute do craque da Lusa: 1 a 1.Modificado (Kléber no lugar de Martinez, Fabinho Capixaba na vaga de Élder Granja e Lenny substituindo Alex Mineiro), o Palmeiras melhorou de rendimento e deu sufoco. Mas, assim como na primeira etapa, faltou colocar o pé na fôrma. Se não fosse Marcos no fim (defendeu chute de Sidnei), o resultado seria pior.

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