Palmeiras faz a primeira decisão

Jogo com o Goiás, de ida da semifinal do torneio, é o passo inicial dos quatro que Felipão pretende dar rumo à Libertadores

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2010 | 00h00

Três dias após passar vergonha em Goiânia, o Palmeiras volta a atuar hoje na cidade. Mas não apenas o seu adversário será diferente. Em uma outra competição e com diferentes jogadores, o time de Luiz Felipe Scolari está, como ele mesmo diz, a quatro passos do título que salvaria o ano. "Agora nos resta 360 minutos, só quatro jogos", falou.

A partir das 21h50, Palmeiras e Goiás se enfrentam no Serra Dourada no primeiro jogo da semifinal da Copa Sul-Americana. É o que sobrou para as equipes, que estão em situações distintas no Brasileiro - mas só um deles tem do que lamentar.

O Palmeiras está entre os 10 melhores colocados, mas já desistiu há tempo de conseguir a vaga na Libertadores por meio do Nacional e Felipão tem escalado os reservas nas últimas rodadas - sem os principais jogadores, a equipe perdeu de 3 a 0 do Atlético-GO, no domingo. Já o Goiás, na zona de rebaixamento, possui mínimas chances de escapar da Segundona. Por isso mesmo, a ordem é apostar todas as fichas na Sul-Americana.

Os palmeirenses se sentem na obrigação de passar de fase. Felipão, aliás, já analisa até o adversário na decisão (Independiente ou LDU), caso seu time avance. "Se passar um argentino, é carne de pescoço. Se for a LDU, pior ainda, com jogo nos 3 mil metros de atitude", falou, acrescentando pontos positivos caso o rival seja a equipe equatoriana. "O campo é um tapete. E terá 60 mil (torcedores) contra, eu gosto. Qualquer coisa que a gente fizer de bom já arrebenta eles."

Antes de pensar na final, o Palmeiras tem bater o Goiás. No Serra Dourada, Felipão promete que o time não jogará recuado, mas está alerta à principal arma adversária. Jogada, aliás, que tem tirado o sono do treinador: as bolas aéreas. "A gente vinha tendo excelência neste lance", lembrou o técnico. "O Goiás vai bem na bola parada e tem jogadores de alta estatura. Corremos risco."

Maurício Ramos também pede cuidado aos companheiros e, especialmente na noite de hoje, estará atento a Rafael Moura, autor de seis gols na competição. "Ele está em um grande momento e não podemos perder concentração durante os 90 minutos", falou. "O ponto forte do Rafael é a bola aérea. É um jogador que faz muitos gols de cabeça."

Quase igual. Felipão lamenta a situação do Goiás no Brasileiro. "É triste. O clube tem um problema parecido com o Palmeiras, que é a política. Aí o time paga no Brasileiro", declarou.

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