Palmeiras frustra festa da torcida

Time fica no empate com o Flamengo, em casa, e perde ainda mais o contato com o líder do torneio, o Corinthians

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2011 | 00h00

A festa que a torcida do Palmeiras fez ao ver o nome de Kleber na escalação do time não foi a mesma pela atuação contra o Flamengo, no Pacaembu.

Com o empate sem gols na noite de ontem, os paulistas seguem um ponto atrás do rival carioca e a nove do líder Corinthians, que venceu o Botafogo e aumentou sua folga na ponta.

Em um jogo repleto de personagens, a expectativa maior era a presença de Kleber. Afinal, o Flamengo tentava até ontem sua contratação - e o atacante ainda sonhava com uma possível transferência.

Mas foi só o placar eletrônico do Pacaembu anunciar o nome do atleta para a maior parte da torcida gritar e vibrar com a notícia - apenas os integrantes de uma das organizadas palmeirenses protestaram.

Se Kleber era o nome de destaque do Palmeiras, do outro lado havia um jogador que dispensa apresentações e por pouco já não vestiu a camisa alviverde: Ronaldinho Gaúcho.

Ao contrário dos últimos jogos, o camisa 10 flamenguista teve apenas lampejos de craque e não conseguiu ser decisivo para seu time. Cicinho, um de seus marcadores, foi um dos responsáveis pela queda de produção de Ronaldinho.

"Ele já foi eleito o melhor do mundo duas vezes, é dificil (marcar)", disse o lateral. "É só dar espaço que ele deita e rola."

Atrás de espaço. Antes caindo pela esquerda, Ronaldinho jogou mais pelo meio no segundo tempo, procurando espaços, mas a marcação foi um dos pontos positivos do Palmeiras.

"Clássico assim é dificil ter oportunidades. Estamos marcando bem e neutralizamos o ataque deles", disse o goleiro Marcos no intervalo.

Passar pela defesa adversária, no entanto, não foi um problema apenas para os visitantes.

Apesar dos três jogos ausente, Kleber mostrou boa forma e nem parecia que ele estava até então cercado de polêmicas.

O atacante se movimentou bastante e, em um lance, pediu pênalti após ter sido empurrado por Welinton na área, lance que acabou sendo ignorado pelo árbitro Leandro Vuaden.

O velocista Maikon Leite também tentou seus dribles, mas a individualidade muitas vezes atrapalhou a produção do ataque. Ele conseguiu apenas uma boa jogada pela direita, com chute para fora.

Apesar da forte marcação, os times não jogaram recuados e buscaram o gol o tempo todo. O Palmeiras tentou em chutes de longe, principalmente nas faltas cobradas por Marcos Assunção.

Já o Flamengo levou perigo em arremates de Thiago Neves, que obrigou Marcos a boa defesa. O goleiro ainda mostrou segurança em falta cobrada por Ronaldinho Gaúcho.

Os técnicos ainda tentaram mudar o resultado do jogo. Luiz Felipe Scolari tirou Patrik e Maikon Leite para as entradas de Tinga e Luan, mas as dificuldades na partida seguiram.

Já Vanderlei Luxemburgo, após mudar o time ofensivamente, resolveu fechar já no fim, satisfeito com o empate.

Confusão. A poucos minutos do final do jogo, Kleber causou confusão. Ao ignorar o fair-play, não devolveu bola para o adversário e recebeu vários empurrões dos flamenguistas. "Se fosse lance nosso, a gente devolveria a bola para fora. Foi atitude de moleque", reclamou Renato.

Para a próxima partida, contra o Fluminense, domingo, no Rio, o Palmeiras deve contar com a presença do chileno Valdivia, que voltou ao Brasil na terça-feira após fracasso de sua seleção na Copa América.

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