Palmeiras joga de olho no Tigre

Alviverde visita hoje o Mirassol e já arma estratégia para enfrentar time argentino terça-feira pela Libertadores

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2013 | 02h08

Com a classificação para as quartas de final do Campeonato Paulista bem adiantada, o Palmeiras visita hoje o Mirassol, às 19h30, com o intuito de quebrar algumas marcas e melhorar o desempenho de seu criticado ataque, tão contestado pela fraca produção nos últimos jogos.

O time alviverde está invicto como visitante no estadual. Foram cinco empates e uma vitória. Mas o único resultado positivo fora de casa foi na segunda rodada da competição, quando fez 3 a 1 sobre o Oeste. "Realmente vencer fora de casa é algo importante. Mas prefiro ver o lado positivo. Não perdemos ainda", disse Gilson Kleina.

Enquanto o Palmeiras comemora a invencibilidade como visitante, o Mirassol sofre quando é o mandante - dos 12 pontos somados até agora na competição, apenas quatro foram no estádio José Maria de Campos Maia, palco da partida de hoje. Em seis jogos, foram uma vitória, um empate e quatro derrotas. E o time amarelo ainda tem a terceira pior defesa do Paulista - 25 gols sofridos, junto com o XV de Piracicaba.

Apesar dos números a seu favor, ninguém no Palmeiras se atreve a falar de favoritismo, mas é fato que o time entra em campo já pensando na Libertadores. Kleina definiu que vai escalar o que tem de melhor hoje e, no sábado, vai apostar em um time de reservas e jogadores que não podem atuar na competição internacional. O foco é o confronto contra o Tigre, na terça-feira da semana que vem, pela Libertadores.

"Quando escuto que eu teria de poupar eu dou risada. Não tenho peça para isso. Mas realmente contra o Mirassol vamos montar uma formação e no sábado o time tem de ser diferente. Espero que o torcedor compreenda isso", disse o treinador.

A preocupação é com o desgaste físico. O Palmeiras volta para São Paulo logo após o jogo e deve chegar de madrugada. E estará em campo no sábado para enfrentar o Linense, no Pacaembu, e na terça pega o Tigre, novamente no estádio municipal.

A preocupação é tão grande que o zagueiro Vilson, recuperado de um edema na coxa direita, poderia atuar hoje, mas será poupado. Ele não pode enfrentar o Tigre, suspenso, então estará em campo no sábado. Mesmo caso de Léo Gago, Rondinelly, André Luiz e Leandro, que não estão inscritos na Libertadores.

Em relação ao time, Kleina repete a formação que empatou sem gols com o Santos, no domingo. No Mirassol, o técnico Ivan Baitello, não poderá contar com o goleiro Emerson, suspenso pelo terceiro amarelo, e com o volante Glauber, machucado.

Juninho voltou. Um dos jogadores mais contentes no Palmeiras é o lateral-esquerdo Juninho. O jogador, que perdeu o posto para Marcelo Oliveira, recuperou a vaga e parece ter reconquistado também a confiança do treinador. O jogador admite que a falta de confiança o atrapalhou.

"Estava desanimado. Então tive uma conversa com o treinador, que me pediu para ficar e não ir para o Vasco, e depois falei com minha família. Falei que não tinha mais cabeça para jogar, mas minha família me apoiou. Se todo mundo acreditava em mim, porque eu não acreditaria?", contou o lateral, que recusou uma proposta do Vasco.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.