Palmeiras joga para ter paz nas alturas

Time recebe o Real Potosí e busca boa vantagem para o jogo de volta

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

29 de janeiro de 2009 | 00h00

Ao ser eleito presidente do Palmeiras, na segunda-feira, Luiz Gonzaga Belluzzo afirmou que o time não poderia ser eliminado da Taça Libertadores pelo Real Potosí. Hoje, às 20h30, no Palestra Itália, Vanderlei Luxemburgo & Cia. começam a disputa do torneio mais importante da temporada. Uma boa vitória é fundamental para não passar sufoco nos 4 mil metros de altitude da cidade de Potosí, na Bolívia, quarta que vem, no jogo de volta da fase preliminar. Após três vitórias em três jogos no Estadual, a partida de hoje será o teste decisivo da equipe.O caminho para o bi da Libertadores não seria tão difícil se o Palmeiras tivesse vencido o Botafogo na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado. Aqueles três pontos o colocariam diretamente na fase de grupos. A derrota, no entanto, complicou os planos do time e, agora, se passar pelos bolivianos entrará na Chave 1, ao lado de Sport, LDU e Colo Colo.Do time campeão em 1999, apenas Marcos permanece no clube. Com um pouco menos de cabelo, como ele sempre gosta de brincar, mas o mesmo entusiasmo e a competência de quase dez anos atrás.O goleiro conhece bem a competição. Gosta dela e passa experiência para o atual e jovem grupo palmeirense. "Temos de fazer um bom resultado aqui porque lá (na Bolívia) vai ser complicado", disse o camisa 12.Marcos voltou à equipe anteontem, na vitória sobre o Marília por 3 a 0, também no Palestra. "Estrear sem tomar gol é sempre bom para o goleiro", ressaltou. O atleta está empolgado com 2009. No ano passado, bateu o recorde pessoal de partidas disputadas numa temporada. "Foram 60. Agora, tenho de chegar a 61", disse. "O problema é a velhice", brincou o goleiro de 35 anos. O Palmeiras vai partir para cima do adversário. O objetivo é balançar as redes mais de uma vez. Todos sabem das dificuldades que o time vai encontrar na Bolívia. Os titulares já viajam amanhã para Sucre, cidade a 2.800 metros acima do nível do mar, para dar início à aclimatação. "Nós temos de ganhar o jogo. Temos de fazer um gol logo", pediu Luxemburgo. "Se sair o segundo (gol), bom. E, se sair o terceiro, ótimo."O ataque deve ser formado por Keirrison e Willians. Lenny, apesar das boas atuações nas três partidas da temporada - anteontem marcou seu primeiro gol com a camisa alviverde -, deve ficar no banco.O treinador está otimista com o time de 2009. Acredita que ele dará mais alegrias à torcida do que em 2008. "Esse grupo está com fome, querendo conquistar espaço, mostrar sua cara", contou. "O grupo mostra que está querendo um pouco mais do que o do ano passado." Marcos também está empolgado com o novo elenco. "Acho legal a formação desse ano."CASA CHEIAOs torcedores devem lotar o Palestra Itália para ver o Palmeiras na Libertadores. A expectativa é de casa cheia. Luxemburgo só espera que São Pedro colabore e o céu esteja limpo, sem chuva. "Temos de rezar, e muito. Se chover não vai ter jogo de futebol", exagerou. "O Potosí vem de três anos consecutivos jogando a Libertadores, com atletas experientes. Se chover vai ser bastante complicado."Diego Souza, que chegou à final da Libertadores com o Grêmio em 2007, pede um Palmeiras equilibrado em campo e com atenção ao setor defensivo. "Tomar gol dentro de casa é muito ruim", avisou. O meia diz que o time tem a obrigação de conquistar um resultado positivo na noite de hoje. "Jogando em casa, com o apoio da torcida, somos os favoritos."

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