Palmeiras joga por 1ª final após 10 anos

Equipe precisa de empate contra o Goiás, no Pacaembu lotado, para voltar a decidir um título internacional, o que não ocorre desde 2000, na Mercosul

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

Não é exagero falar que o torcedor palmeirense chegou a perder a fé no time nos últimos anos. Também não é exagero dizer que Luiz Felipe Scolari foi um dos principais responsáveis por fazer a torcida voltar a ter confiança na equipe. A união e o apoio apareceram principalmente na Copa Sul-Americana e hoje, a partir das 21h50, Felipão espera um Pacaembu vibrante na decisiva partida da competição continental, contra o Goiás.

Vale vaga na final. Após vencer por 1 a 0 em Goiânia, na semana passada, o Palmeiras só precisa de um empate para enfrentar o ganhador de Independiente e LDU, que jogam amanhã na Argentina - no jogo de ida, os equatorianos fizeram 3 a 2 em casa.

Faz 10 anos que o Palmeiras não chega a uma final de torneio internacional. Em 2000, perdeu para o Vasco a final da Mercosul. Felipão havia acabado de deixar o clube, no qual havia levado a Libertadores de 1999. Uma década depois de sua saída, ele voltou. E nunca antes a torcida esteve tão confiante em um título.

O Palmeiras não poupou dinheiro nas últimas temporadas. Contratou os técnicos mais caros, mas só conquistou o Estadual de 2008, com Vanderlei Luxemburgo. Com Muricy Ramalho, o time nunca esteve tão próximo de levar o Brasileiro, no ano passado, mas de repente a crise chegou. Mesma crise que continuou com a chegada de Felipão, durante a Copa do Mundo.

Os resultados demoraram a surgir e a equipe patinou no Nacional. Felipão nunca negou que os atletas não eram os ideais e que a Sul-Americana seria a competição a ser levada mais a sério no semestre. Deu certo. E o torcedor abraçou o time.

Os 35 mil ingressos para o jogo de hoje foram vendidos antecipadamente. Contra o Atlético-MG, nas quartas de final, o clube já havia atingido seu recorde de público no ano: 35.054 pagantes. Número alcançado novamente.

"Temos de fazer pressão no Goiás fora de campo também e contamos com o apoio do torcedor", disse Felipão, feliz por ver as arquibancadas mais uma vez lotadas. "Chovendo ou com sol de noite, que os 35 mil lá estejam", exagerou. "Não quero que ninguém fique em casa por causa de uma chuvinha."

O treinador tem usado os fatores extra-campo para motivar o grupo. "Mostramos aos jogadores o quanto o torcedor está esperando", contou. "Para minha carreira é ótimo (passar pelo Goiás). É mais uma decisão. Foi importante ter antecipado a minha volta em seis meses."

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