Palmeiras luta contra o Vasco e a ansiedade

Felipão pede calma aos seus jogadores para reverter o placar de 2 a 0 favorável ao time carioca[br]hoje, no Pacaembu

Daniel Batista,

25 de agosto de 2011 | 01h26

O Palmeiras entra em campo pressionado contra o Vasco, hoje, 20h15, no Pacaembu. A missão de conseguir reverter o placar de 2 a 0 do primeiro jogo não será nada fácil e os jogadores admitem que a situação está longe de ser confortável. Por isso Luiz Felipe Scolari tenta manter a equipe com os nervos no lugar.

"Temos que fazer um gol e depois ver o que acontece. O problema vai ser levarmos um, porque aí teremos que fazer quatro. Acredito que se imprimirmos um bom ritmo e fizermos o primeiro gol temos boa chance de passar", analisou Felipão.

Nada melhor para fazer os jogadores acreditarem na virada do que o passado do clube. Hoje, a equipe vai vestir o novo terceiro uniforme, que traz boas recordações aos palmeirenses. A camisa listrada em verde e branco lembra bastante a que foi usada na década de 90, quando o Palmeiras conquistou 11 títulos.

Além do material esportivo, uma coincidência leva os jogadores a acreditarem na virada. No ano passado, o Palmeiras enfrentou o Vitória, pela mesma fase da Sul-Americana, e perdeu por 2 a 0 em Salvador. No jogo da volta, com dois gols de Tadeu e um de Marcos Assunção, o Alviverde virou no Pacaembu e se manteve vivo na competição. "Não podemos jogar a toalha. Nós mesmo mostramos que dá para conseguir", disse Assunção, ressaltando a façanha de 2010.

Felipão também faz questão de lembrar aquela partida contra os baianos, mas deixa claro que o momento é diferente. "Aquele jogo com o Vitória nós conseguimos, mas independente disso temos agora que nos preocupar em marcar um gol por vez e não levar."

Treinador "poupado". O time terá um desfalque inusitado hoje. Felipão anunciou que não ficará no banco de reservas para evitar contato com o assistente Roberto Braatz, com quem se desentendeu na partida contra o Atlético-MG e acabou expulso. Por causa disso, foi suspenso por dois jogos no Brasileiro.

"Não vou ficar no banco. Ficar para quê? Se eu olhar para o lado vão me expulsar. Agora vão ter que expulsar o Murtosa. A não ser que vão me buscar lá em cima (nos camarotes)", ironizou.

Ainda sobre a polêmica, Felipão surpreendeu. "Qualquer coisa sobre o jogo perguntem ao meu amigo baixinho (Murtosa). Não tenho o que falar. Aliás, eu falo muito, né?", ironizou, lembrando da reclamação de Tite no último clássico.

Em relação ao time, o treinador terá força máxima. Pela necessidade de fazer gols, ele vem com uma mudança tática. Luan vai atuar mais avançado, formando o ataque com Kleber e Maikon Leite. Valdivia será o responsável pela criação das jogadas.

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