Palmeiras mantém o sonho pela América

Equipe de Felipão bate Atlético-MG e vai à semifinal da competição, que garante ao campeão vaga na Libertadores

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2010 | 00h00

O Palmeiras tem sofrido na Copa Sul-Americana, mas por enquanto os resultados são positivos. O placar de 2 a 0 não foi facilmente construído sobre os reservas do Atlético-MG, mas valeu a classificação para as semifinais da Copa Sul-Americana. Seu adversário será conhecido hoje, no confronto entre Avaí e Goiás em Florianópolis - o primeiro jogo terminou empatado: 2 a 2.

Marcos Assunção foi novamente o destaque do jogo. Dos pés do volante, o Palmeiras chegou às oitavas-de-final do torneio - ele anotou o gol decisivo, no último minuto, nos 3 a 0 sobre o Vitória. Ontem, levou perigo ao adversário em cada cruzamento ou chute de longa distância. Aos 26 minutos, cobrou escanteio pela esquerda e conseguiu balançar as redes - a bola ainda desviou no meio do caminho, mas ele ficou com os méritos. Depois, Luan também deixou sua marca.

O jogo no Pacaembu foi de contrastes. O Palmeiras apostava todas suas fichas no desafio, sonhando com o título e a consequente vaga na Libertadores de 2011. Já o Atlético está mais preocupado com sua situação no Brasileiro, ameaçado pelo rebaixamento, e entrou com os reservas em campo. Sinal de vida fácil para os donos da casa? Nada disso.

A primeira chance foi alviverde, mas Tinga não aproveitou passe de Valdivia e chutou para defesa de Renan. Depois, Ricardo Bueno bateu cruzado e o goleiro Deola se esticou todo para mandar a bola para fora.

A partida manteve-se equilibrada, embora os dois times errassem muito na defesa. Nas arquibancadas, a torcida alviverde fez a sua parte e gritou desde o início. Muitos palmeirenses, aliás, não viram o gol de Marcos Assunção e só entraram no Pacaembu durante o intervalo.

A desvantagem no placar não inibiu os atleticanos e eles buscaram o empate: o resultado de 1 a 1 levaria a decisão para os pênaltis. Fabiano chutou para fora em dois lances de perigo.

Aposta certa. Apesar de o Atlético ter dominado a segunda etapa, o técnico Luiz Felipe Scolari preferiu manter a mesma escalação boa parte do tempo - colocou apenas Lincoln no lugar do machucado Valdivia ainda no começo (ver ao lado) e depois, já com o placar ampliado, deu chances para Dinei e Pierre. Dorival Júnior mudou o time e colocou em campo alguns titulares. E foi quando intensificou o ataque que o Atlético sofreu o segundo gol. No contra-ataque, Lincoln tocou para Luan, que chutou certeiro no canto esquerdo, aos 33 minutos.

Os mais de 35 mil torcedores que foram ao Pacaembu (público recorde do time no ano) vibraram muito. Havia 9 anos que o clube não chegava a uma semifinal de competição internacional. A última vez fora também com Felipão, em 2001 - foi eliminado pelo Boca Juniors justamente na competição em que sonha agora voltar: a Libertadores.

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