Ernesto Rodrigues/AE
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Palmeiras não lamenta a derrota

Invencibilidade chega ao fim em Campinas e time pega Mirassol na próxima fase. 'O campeonato [br]começa agora', diz Kleber

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2011 | 00h00

O Palmeiras perdeu a liderança do Campeonato Paulista e uma invencibilidade de 15 partidas na temporada, mas parece que a derrota para a Ponte Preta, ontem, em Campinas, de virada, por 2 a 1, não foi tão sentida pelo elenco. Pelo contrário.

Com o empate do São Paulo com o Oeste e seu tropeço ontem, o Palmeiras fugiu do confronto com a Portuguesa nas quartas de final. Seu adversário será o Mirassol. "Agora é que o campeonato começa e vamos ter de mostrar toda a nossa competência", falou Kleber, acrescentando o que a partida de ontem significou para o time: "A gente sabia que o jogo ia ser mais um teste, para dar ritmo aos jogadores que não vinham atuando."

O jogo de Campinas foi um daqueles que nem precisavam ter acontecido. Já classificados, Palmeiras e Ponte entraram com apenas cinco titulares cada um. Não foi uma partida com jogadas plásticas ou lances para empolgar a torcida. Os ponte-pretanos, claro, fizeram festa, mas já se preparam para novo e mais difícil desafio: classificados em 7.º, terão pela frente o perigoso Santos na Vila Belmiro.

Felipão não estava muito interessado no confronto de ontem. Vencer significava terminar a primeira fase na ponta. Mas, como ele sempre vinha lembrando, a única vantagem do líder era decidir em casa. E o Palmeiras não tem estádio neste momento - o Palestra Itália está em reforma.

O Palmeiras realmente não tem muito a lamentar da partida no Moisés Lucarelli, a não ser a quebra da série invicta: se ao menos empatasse, ultrapassaria a marca conquistada por Felipão em 1999, com 11 vitórias e quatro igualdades. Antes da Ponte, a única derrota na temporada havia sido para o Corinthians (1 a 0), em 6 de fevereiro. "É ruim, mas perdemos na hora que podíamos", disse o goleiro Deola. "Agora, começa tudo do zero e temos de nos empenhar mais", falou o jogador.

Teste sem sucesso. Com tantos reservas em campo, Felipão pretendia analisar a atuação de alguns jogadores, mas pouco ganharam boa nota. Em nenhum momento o time mereceu a vitória e o resultado a favor da Ponte foi o mais justo.

Kleber foi um dos pouco titulares em campo, mas só jogou 45 minutos - como ele estava apanhando muito, Felipão optou por substituí-lo. Sem o atacante, o time perdeu qualidade e tomou a virada.

Max Santos foi o autor do gol palmeirense. Aos 21, arriscou de longe e o goleiro Bruno não segurou - a bola passou por entre suas pernas. Quatro minutos depois, porém, Márcio Diogo apareceu pela esquerda e acertou um belo chute para empatar.

A Ponte foi melhor durante todo o segundo tempo e conseguiu a virada num arremate de Renatinho, de fora da área, aos 30. A torcida local fez festa, mas uma festa quase inútil. Todos sabem e dizem que o que vale mesmo ainda está por vir.

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