Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Palmeiras não pode errar em Floripa

Ainda sob os efeitos da crise que dominou o clube durante a semana, time de Felipão tem de vencer o Avaí hoje

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2011 | 00h00

O Palmeiras não tem outra alternativa a não ser a vitória hoje em Florianópolis. Em um momento conturbado no Campeonato Brasileiro, o time tem de ganhar do Avaí, a partir das 16 horas, para continuar sonhando com o título brasileiro. Um objetivo que até Luiz Felipe Scolari admite estar longe de ser alcançado.

Mais uma vez a semana no clube começou conturbada. A derrota para o Internacional, 3 a 0, em pleno Pacaembu, no último domingo, causou a revolta da torcida e os muros do Palestra Itália foram pichados. Críticas ao time e até a Felipão, que até então vinha sendo poupado das vaias.

O treinador quer mudar esse quadro rapidamente. Ou melhor, hoje. O volante Marcos Assunção já avisou que um empate não poderá ser comemorado em Florianópolis, e todo o elenco assimilou o discurso. E, se depender da vontade do grupo, a torcida pode esperar dias melhores.

Dois dos líderes do grupo, Marcos Assunção e Kleber - que volta à equipe -, prometeram mais empenho contra o Avaí. Felipão também pediu um outro comportamento da equipe. "Temos de mudar o nosso espírito", falou. "A gente soluciona alguns problemas e aí acontecem outros. Algumas coisas têm acontecidos nesses últimos jogos. É treinar e corrigir."

Em busca da melhora, até o presidente Arnaldo Tirone entrou em ação. Na terça-feira, ele se reuniu com os atletas para tentar encontrar a solução para os problemas. O tom da conversa foi ameno, mas não faltaram cobranças. "Temos time para conseguir a vaga na Libertadores", afirmou o mandatário.

Com apenas uma vitória nos últimos 10 jogos do Brasileiro, o Palmeiras tenta esquecer o passado. Pelas contas de Felipão, aliás, o time não era para ter caído tanto de produção.

"Normalmente, pelos nossos cálculos, teríamos hoje 40 pontos (soma 34). Estamos bem atrasados e agora temos de correr atrás", lamentou. "Nós perdemos as grandes oportunidades. Os outros tropeçaram e não avançamos, agora são sete times na nossa frente. E vai ser difícil todos eles tropeçarem e só a gente ganhar."

Apesar de o adversário estar na penúltima colocação, Felipão imagina dificuldades em Santa Catarina. "É um jogo de vida e morte para o Avaí", alertou.

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