Palmeiras não quer mais depender da Traffic

Diretoria admite que a parceria esfriou e clube vai atrás de contratações próprias para reforçar elenco e agradar Felipão

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

De chegada, Luiz Felipe Scolari disse que aguarda compensação da Traffic após a liberação de Diego Souza e Cleiton Xavier, mas o Palmeiras não está tão certo de que reforços à altura virão.

Além da arrastada negociação para trazer Valdívia, o clube está atrás de um zagueiro e um atacante de velocidade - este, a pedido de Felipão. O próprio técnico conversou com J. Hawilla, dono da Traffic, para que o ajude a reforçar a equipe. Mas os dirigentes palmeirenses admitem que o clube trabalha por conta própria para trazer novos atletas.

"Como era antes (a parceria com a Traffic) é difícil, até pela dinâmica do futebol. É natural que no início houvesse uma mobilização maior", disse o diretor de futebol, Savério Orlandi. "Mas o clube retomou sua capacidade de investimentos em relação a 2008, quando a parceira trouxe vários reforços."

No início de 2008, por meio do recém-fechado acordo com a Traffic, o Palmeiras trouxe jogadores como o meia Diego Souza e o zagueiro Henrique. Porém, boa parte dos atletas usados pela parceria (entre eles, Lenny, Marquinhos e Keirrison) não tiveram a valorização esperada por pelo menos um dos parceiros.

Perto do fim. A diretoria do Alviverde espera que, até o fim da semana, o Al Ain, dos Emirados Árabes, responda à proposta por Valdívia. Já Danilo deve seguir fora por pelo menos cinco jogos, até que o Palmeiras volte a pedir redução de pena, após o incidente de injúria racista envolvendo Manoel, do Atlético-PR. Hoje, o clube apresenta a nova camisa para a temporada (veja ao lado).

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