Palmeiras não soube derrubar o lanterna

Alviverde teve amplo domínio do jogo contra o São Caetano, mas abusou do erros e desperdiçou até pênalti no ABC

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2013 | 02h03

O Palmeiras desperdiçou ontem uma ótima oportunidade de encostar nos líderes do Campeonato Paulista. Diante de um adversário fraquíssimo - o São Caetano é o lanterna do Estadual -, o time abusou dos erros, desperdiçou pênalti e não soube transformar o maior volume de jogo em vitória. Com o empate por 1 a 1 no Anacleto Campanella, chegou aos 21 pontos e ocupa a sexta colocação, atrás dos rivais Corinthians, Santos e São Paulo.

O resultado aumenta ainda mais a pressão sobre a equipe, que tem se mostrado muito irregular neste início de temporada. Ontem, mais uma vez, os jogadores e o técnico Gilson Kleina foram vaiados pelos torcedores.

O Palmeiras começou o jogo passando a impressão de que conseguiria a vitória sem grandes dificuldades. O time era o dono da partida e em 15 minutos já havia criado três boas chances pela esquerda. Na melhor delas, Vinícius recebeu de Wesley e tocou para Kleber, que dividiu com o goleiro e quase marcou.

Com amplo domínio das ações ofensivas, a equipe trocava passes sem ser incomodada - já que o São Caetano só se defendia. Rivaldo, por exemplo, mal pegava na bola. Nesse cenário, o goleiro Fernando Prass era apenas um espectador.

Aos 26 minutos o Palmeiras teve um pênalti a seu favor. Bruno Aguiar empurrou Kleber dentro da área enquanto o atacante tentava cabecear. Artilheiro do time na temporada com quatro gols, Henrique chutou para fora.

O castigo pela incompetência em abrir o placar veio aos 41. Éder se livrou da marcação de Wesley e, de fora da área, bateu sem muita pretensão. Com a desculpa de que a sua visão estava encoberta por Henrique, o goleiro Fernando Prass nem foi na bola e viu o São Caetano balançar a rede no seu segundo chute a gol em todo o jogo.

No segundo tempo, o Palmeiras aumentou a pressão para cima do São Caetano, acuando o adversário em seu campo. Diante dessa nova postura, o gol não demorou a sair.

Aos três minutos, após bobeira na saída de bola do Azulão, Wesley invadiu a área e rolou para Leandro, que havia entrado no lugar de Vinícius no intervalo, só empurrar para a rede.

Com o São Caetano nas cordas, o Palmeiras tinha tudo para virar o placar. Mas o time não manteve a postura agressiva e permitiu que o adversário se fechasse na defesa e isolasse as bolas com certa facilidade.

Tiago Real entrou no lugar de Patrick Vieira para dar mais mobilidade ao meio de campo e furar o bloqueio do São Caetano. Mas sem ritmo de jogo (foi sua primeira partida na temporada), o meia pouco fez. O Palmeiras era uma equipe previsível, sem criatividade, que insistia sem sucesso nas bolas alçadas à área. O time tinha o jogo sob o seu domínio, mas não conseguia criar boas chances de gol.

Assim, a partida foi se arrastado até o apito final. E a torcida, para não perder o hábito, vaiou mais uma pobre atuação do time de Gilson Kleina.

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