Palmeiras: ousadia para voltar à briga

Luxemburgo abre mão do 3-5-2 utilizado nas últimas 11 partidas

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

29 de outubro de 2008 | 00h00

Até hoje os palmeirenses lamentam a humilhante derrota para o Sport, por 3 a 0, em pleno Palestra Itália. Com o tropeço, dia 4 de setembro, o time deixou de se aproximar do líder Grêmio e ainda perdeu a vice-liderança para o Cruzeiro. Para evitar resultados como aquele, Luxemburgo adotou, no duelo seguinte, o 3-5-2 para dar mais segurança ao time. Agora, 11 jogos depois, sem vencer há quatro rodadas e à beira da crise, a saída foi apelar para a ousadia.Diante do Goiás, às 20h30, no Palestra Itália, o Palmeiras terá, como nos tempos de Valdivia, dois armadores para auxiliar os atacantes Alex Mineiro e Kléber. O time vem de duas partidas sem balançar as redes e necessita de gols para seguir "vivo na briga pelo título", palavras de seu comandante, Vanderlei Luxemburgo. Diego Souza - volta após cumprir suspensão - terá, a seu lado, Evandro. O esquema ofensivo também tem outro motivo. Não há a menor necessidade de se escalar três defensores diante de uma equipe com apenas Iarley na frente. Paulo Baier, lateral de origem, será deslocado para o ataque por Hélio dos Anjos. O treinador garante não atuar na retranca, mas alega que "precaução contra o Palmeiras se faz necessária." Os goianos vêm de derrota para o Vasco."Se eles vêm mordidos, eu não sei. Mas garanto que minha equipe vai entrar para corresponder, para realizar um grande jogo", analisa Luxemburgo.Com os números e confrontos do campeonato na cabeça, o técnico quer seguir "deixando os matemáticos malucos" e levar seu time novamente ao G4. "Podemos, dependendo de combinação, voltar a ser vice-líder", disse, descartando o risco de novo tropeço. "Não seria fatal, mas diminuiria muito nossas chances."E deflagraria de vez a crise. Torcedores picharam "Raça Verdão", na Academia de Futebol. "Deviam assinar, dizer quem são os autores", detonou Luxemburgo.POLÍTICAO presidente Affonso Della Monica não conseguiu votação suficiente para ampliar seu mandato por mais um ano. Segunda-feira à noite, em pleito no Conselho Deliberativo, o dirigente recebeu 133 votos a favor e 114 contra. Ele precisava de 145.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.