Palmeiras pega Atlético-GO para conter a 'zebra'

Equipe dirigida por Antônio Carlos tem pela frente, no Palestra Itália, adversário em ascensão e candidato a surpresa

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

Há alguns anos - e não muitos -, o Atlético-GO seria um adversário considerado fácil pelo Palmeiras. Não agora. Se quiser avançar na Copa do Brasil, o time do técnico Antônio Carlos vai ter de passar por uma equipe que tem sido sensação das últimas temporadas. Hoje, o desafio é no Palestra Itália, às 19h30. A decisão do semifinalista sairá quarta-feira, em Goiânia.

"As pessoas podem achar que temos um confronto fácil pela expressão das equipes, mas não é assim. O Atlético tem um time bem entrosado", diz o técnico Antônio Carlos.

O Atlético não é tão conhecido quanto seus xarás de Belo Horizonte ou de Curitiba. Os paranaenses, aliás, foram as últimas vítimas do Palmeiras na competição nacional. Hoje, a ordem é repetir o feito há duas semanas, na vitória de 1 a 0 sobre o Atlético-PR em casa: se fechar e jogar com calma em busca do gol. O importante, pregam palmeirenses, é não ser vazado.

As campanhas dos times são bem parecidas no torneio. Enquanto o Atlético tem quatro vitórias e uma derrota, o adversário tem cinco triunfos e um empate - realizou uma partida a mais, na primeira fase. A defesa está igual: dois gols tomados. E o ataque quase se assemelha: os donos da casa marcaram 10 vezes; os goianos, 9.

Diferente mesmo é o status dos clubes - e as conquistas de cada um nos últimos anos. O poderoso Palmeiras, com uma folha salarial que passa dos R$ 3 milhões, ganhou o último título em 2008 (o Paulista) e vive sob pressão há meses. Já o modesto Atlético, que gasta cerca de R$ 700 mil por mês com o departamento de futebol, deu uma arrancada que terminou com o acesso na elite do futebol brasileiro de 2010. E está perto de levar mais um título goiano - venceu o primeiro jogo da final por 4 a 0 sobre o Santa Helena e pode até perder a volta pelo mesmo placar pra fazer a festa. Até 2005, o time disputava a segunda divisão estadual e de repente tudo mudou. "Fizemos um bom planejamento e contamos com uma boa estrutura", conta Adson Batista, diretor de futebol. "Não temos gastos alto, mas pagamos tudo em dia."

Sem Pierre, suspenso, Marcos Assunção ganha vaga no Palmeiras. "Ele é experiente e excelente na bola parada", disse Antônio Carlos sobre o estreante. Cleiton Xavier, recuperado de contusão, volta à equipe. Robert, machucado, é dúvida.

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