Palmeiras pode ter duas baixas no domingo

Cleiton Xavier está em tratamento e Maurício Ramos deve deixar o clube

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

25 de agosto de 2009 | 00h00

O bordão "aqui é trabalho, meu filho", com o qual Muricy Ramalho ficou conhecido no São Paulo, vai ser bastante usado na semana que antecede o clássico contra seu ex-time. O agora treinador palmeirense começa hoje um período de treinamentos, de manhã e à tarde, para o confronto de domingo, no Morumbi. Ele, porém, ainda não sabe se terá todos os jogadores à disposição. Cleiton Xavier está machucado e Maurício Ramos negocia com um clube belga.Quando Traffic e Palmeiras anunciaram que nenhum atleta deixaria a equipe antes do término do Brasileiro se esqueceram de dizer que aqueles que não pertencem à empresa de marketing esportivo poderiam ser negociados. Essa é, ao menos, a explicação que os cartolas alviverdes usam para a provável saída do zagueiro. Maurício Ramos pertence ao Iraty e está emprestado ao Palmeiras até o fim do ano. O Standard Liège já fez uma oferta pelo jogador, que pode nem atuar domingo se fechar com os belgas. "A proposta é boa, não é dos padrões de clubes brasileiros. O jogador fica tentado", disse Genaro Marino, diretor de futebol. "É difícil segurá-lo." Na noite de ontem, porém, o vice-presidente Gilberto Cipullo, afirmou a chance do atleta ficar era de 95%. Hoje, o advogado do Iraty estará em São Paulo para conversar com o Palmeiras, que deseja comprar 50% dos direitos federativos do jogador. A outra dúvida de Muricy se refere a Cleiton Xavier. O meia sofreu entorse no tornozelo direito sábado, na vitória sobre o Internacional por 2 a 1, e está em recuperação. "Ele fez tratamento domingo e hoje (ontem), pela manhã e à tarde", informou o médico Otávio de Vilhena. "Melhorou um pouco, mas ainda sente dor. Está muito cedo para dar um diagnóstico", prosseguiu. "Se correr tudo bem, ele vai a campo."O elenco retoma o trabalho hoje. Muricy pretende priorizar o trabalho de finalizações. Com o técnico, o time tem baixo aproveitamento no fundamento: um gol por jogo.

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