José Patrício/AE - 4/7/2011
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Palmeiras pode trocar Felipão por Carpegiani

Vice-presidente Roberto Frizzo já teria acertado com o ex-técnico do São Paulo para assumir o comando do time

Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

A relação entre Luiz Felipe Scolari e a diretoria do Palmeiras está por um fio. A ponto de a diretoria do clube já ter até engatilhado um substituto para o lugar dele.

Segundo apurou a reportagem do Estado, o vice de futebol do clube, Roberto Frizzo, tem dito a conselheiros que se mostraram preocupados com o caso que se Felipão deixar o clube ele tem um acordo com Paulo César Carpegiani para assumir logo em seguida.

A escolha de Carpegiani como eventual substituto para Felipão tem como motivo a praticidade. Primeiro, porque se trata de um técnico desempregado. Em segundo lugar, porque Frizzo e Fabiano Carpegiani, filho do treinador e empresário de atletas, têm tido um bom relacionamento.

Fabiano Carpegiani diz não saber de um contato entre seu pai e a diretoria do Palmeiras. "Não estou sabendo de nada. Estou fora do País", desconversa.

A permanência de Felipão no Palmeiras só não foi encerrada ainda por causa da multa contratual, que teria de ser paga a ele, e o medo dos dirigentes de terem que arcar com a responsabilidade de uma eventual queda de rendimento do time.

O presidente Arnaldo Tirone afirma desconhecer a sondagem a Carpegiani. "Isso eu não sei, tem que perguntar para o Frizzo. Mas o Felipe é o nosso técnico e não quero trocá-lo. Ele só sai do Palmeiras se quiser."

Roberto Frizzo tomou conhecimento de que a reportagem seria publicada e ligou ao Estado, por volta das 22h30, para dar a sua versão. Ele nega que queira a saída de Felipão. "Não pensei nisso em nenhum momento e o Felipe é o nosso técnico. Podemos às vezes ter pontos de vista divergentes com ele, mas não quer dizer que tenhamos problemas. Não tem procedência."

Tirone afirma que a situação no departamento de futebol é contornável. "As pessoas têm divergências de opinião e personalidades diferentes, é normal."

O episódio do empréstimo de Pierre para o Atlético-MG, sem que o clube mineiro tivesse que ceder Ricardo Bueno - um acordo costurado por Felipão, mas ignorado por Frizzo na hora de fechar o negócio -, deixou o relacionamento profissional entre eles muito complicado.

A situação ficou tão delicada que há relatos de que Felipão, de cabeça quente, teria pedido demissão na reunião que teve com a diretoria anteontem.

O descontentamento do treinador com as atitudes de Roberto Frizzo já vem há algum tempo. Entre os problemas que Scolari enxerga no departamento de futebol estão o que ele considera como uma abertura exagerada para empresários de atletas no CT do clube.

Mas também há irritação de parte da diretoria do Palmeiras com o treinador. Uma das queixas de conselheiros é de que Felipão defende demais os seus alguns jogadores no elenco e rifa com facilidade quem não está nesse grupo - Kleber estaria no primeiro grupo e Pierre e Lincoln, seriam integrantes do segundo.

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