Palmeiras prepara mudanças radicais

Queda para a Série B certamente vai provocar reformulação no elenco e na diretoria do clube até o fim da temporada

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h02

Como todo palmeirense sabe, estará em jogo hoje em Volta Redonda muito mais do que três pontos no Campeonato Brasileiro. O futuro do clube vai depender do que acontecer no gramado do Raulino de Oliveira. Se o Palmeiras for rebaixado hoje, uma grande reformulação envolvendo todos os setores do clube terá início e a tendência é que a maior parte dos envolvidos no rebaixamento para a Série B deixe o clube no fim da temporada. A começar pela diretoria.

A queda para a Segunda Divisão, caso se confirme, terá muito peso na eleição para a presidência, no dia 21 de janeiro - será a última com votos apenas de conselheiros. E reduzirá a quase nenhuma a chance de Arnaldo Tirone se reeleger.

A situação do presidente é tão delicada que mesmo em caso de salvação do time ele terá enormes dificuldades para se reeleger, tamanha é a quantidade de erros cometidos por ele em sua gestão. Existe até uma ala de conselheiros que defende a ideia de antecipar a eleição para dezembro em caso de rebaixamento. Assim, o novo presidente começaria 2013 no poder e teria mais tempo para reformular o clube.

No futebol, as mudanças também deverão ser profundas. A diretoria já sabe que ouvirá de vários dos jogadores mais badalados do time que eles não desejam ficar no clube, nem mesmo para disputar a Libertadores da América. E muitos atletas deverão sair simplesmente porque não foram bem em 2012.

Vários jogadores que estão em fim de contrato poderão ser dispensados antes mesmo do término do Brasileiro e muitos dos que têm contratos longos podem ser liberados para procurar outros clubes. Por isso, é possível que a partida contra o Flamengo seja a última de alguns jogadores no Palmeiras. Se o time cair hoje, há a possibilidade de que nos jogos contra Atlético-GO (no Pacaembu) e Santos (Vila Belmiro) garotos da base sejam escalados.

Gilson Kleina, por sua vez, conta com o apoio das chapas que de oposição para a eleição, mas uma queda pode fazer com que as ideias mudem e que o vencedor do pleito decida apostar em um nome de mais peso para dirigir o time na Libertadores.

Outro ponto que preocupa bastante no clube é a segurança. Um rebaixamento em Volta Redonda fatalmente provocará mais protestos violentos dos torcedores. Por isso, a polícia já foi avisada para estar pronta para entrar em ação logo após a partida, por causa da possibilidade de a ala mais radical dos torcedores depredar o patrimônio do clube.

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